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- "RFID - Os desafios actuais" - Parte 2 - Tiago Delgado
- "RFID - O Futuro está aí" - Tiago Delgado
- Artigos de Opinião 2005
Não será legítimo afirmar que não existe negócio sem Tecnologias de Informação (TI), mas reconhece-se que é cada vez mais difícil as organizações serem competitivas, sobreviverem a prazo sem TI articuladas e ao serviço do próprio negócio. Hoje a estratégia de negócio das organizações e a capacidade tecnológica estão intrinsecamente interligadas, pelo que os investimentos em TI não podem, nem devem, ser realizados sem o enquadramento com a estratégia do negócio.
Há muito que se coloca o desafio de saber como é possível articular o negócio com as TI. Nos últimos tempos tem-se falado sobre a forma de melhor orientar as infra-estruturas para responder às necessidades do negócio. A evolução das aplicações de software desde as arquitecturas cliente-servidor até às arquitecturas multinível e, recentemente, aos serviços Web, levou à criação de aplicações cada vez mais distribuídas e orientadas para serviços.
O actual ambiente das TI engloba muito mais do que aplicações isoladas. Hardware de baixo custo, elevado volume e padrão da indústria, tornaram-se parte importante e integral dessas mesmas aplicações. Com esta mudança, a definição de aplicações distribuídas evoluiu para incluir muito mais do que apenas software. A natureza desses sistemas distribuídos, e as interdependências associadas entre hardware e software, resultaram num aumento significativo da complexidade de todo o ciclo de vida das TI. A natureza manual de muitos dos processos de operações contínuas obriga a que muitos clientes gastem cerca de 70 a 80 por cento do seu orçamento de TI na manutenção dos sistemas existentes.
Apesar de muitos destes problemas serem apenas verificados por grandes empresas, as PME deparam-se com os desafios da complexidade crescente das suas infra-estruturas de TI. Para dar resposta a estes desafios, o software deverá mudar o foco de uma simples aplicação, para uma perspectiva que engloba todo a Arquitectura e sistema distribuído.
Esta mudança é eficaz em áreas chave das TI nas organizações. Os modelos de desenvolvimento devem evoluir para permitir a concepção de sistemas distribuídos completos, incluindo aplicações e os seus requisitos operacionais relacionados, tais como topologia, definições de segurança, e recursos de hardware. Os sistemas operativos devem evoluir de recursos de gestão informática, armazenamento e rede num único servidor, para a gestão de recursos distribuídos em todo o centro de dados. Os sistemas operativos devem ter a capacidade de permitir a implementação e operação eficiente e eficaz de sistemas distribuídos e disponibilizar uma visualização a nível de sistema de todos os recursos associados. As soluções de gestão devem evoluir para além de uma perspectiva de infra-estrutura focada em partes individuais para oferecer uma perspectiva aprofundada, centrada no sistema, que abranja os recursos de hardware subjacentes para possibilitar uma administração automatizada, auto-contida e abstraída de questões específicas das aplicações.
Como resultados iremos ter Arquitecturas On-demand , aplicacionais orientadas a serviços, processos operacionais melhor integrados com as aplicações e orientados aos serviços de forma transparente e mais leves para a organização. Transformar as arquitecturas actuais das organizações são processos com grande valor estratégico e operacional para as organizações.
As arquitecturas on-demand são a conjugação da tecnologia standard, podendo alocar carga dinamicamente, desenvolver arquitecturas orientadas a serviços e implementar processos de gestão das TI orientados aos objectivos da organização. A capacidade de dinamicamente podermos gerir recursos orientados às iniciativas da organização, e a capacidade de ajuste à mudança dos sistemas de informação, são apenas alguns dos ganhos que as organizações podem ter.
O modelo de maturidade das arquitecturas on-demand é um processo evolutivo. Começa com a implementação de processos e soluções de gestão de capacidade das TI na organização, o alinhamento das iniciativas internas e externas das TI com o negócio, a integração de forma automática dos processos de gestão das TI e do negócio, e por fim o alinhamento do drive das TI com a estratégia e objectivos do negócio.. Após a correcta implementação de estratégias para arquitecturas on-demand , podemos garantir que o correcto alinhamento dos investimentos das TI com os objectivos de negócio, executamos processos das TI o mais eficiente possível e garantimos que as pessoas trabalham em actividades com alto valor para a organização.
Alexandre
Mano
Senior Manager - Capgemini
Publicado em: Semanário Económico
- 22/07/2005
