- Artigos de Opinião
- Artigos de Opinião 2001
- Porque é que não se consegue neste país pôr a funcionar a assinatura e as facturas digitais? - Henrique Ahnfelt
- A Adesão ao Euro à Portuguesa - José Carvalho
- De facto, nós já temos uma televisão interactiva - Henrique Ahnfelt
- "VALOR = EVA + BSC + VCI" - Paulo Morgado
- Inovação na Cristalaria - Paulo Morgado
- O Comboio Está Atrasado! - Paulo Morgado
- "Spot Services", necessidade ou estratégia? - Rui Gonçalves David
- Mantenha o Seu Negócio na Linha - Isabel Cristóvão e José Carlos Ranito
- Televisão interactiva em Portugal - Que perspectivas de futuro? - Sofia Caetano de Almeida
- e-Services na democratização da Internet - Júlio Coelho
- Integração dos parceiros de negócio e disponibilidade transaccional - a base do eSupply Chain Management (eSCM) - João Currito
- Crise de confiança - Domingos Oliveira
- Sucesso na mudança - Henrique Soares
- Paninhos quentes? Não obrigado! - Domingos Soares de Oliveira
- Queria ter algém à minha espera num sítio qualquer - Sílvia Machado
- Esqueçam UMTS - agora, o que está na onda é a Televisão Interactiva (iTV, webTV, etc.) - Henrique Ahnfelt
- Já fez tudo o que está ao seu alcance? - José Carvalho
- IT/ASP - Negócios distintos ou complementares? - Nuno Fragoso
- Receita de sucesso Internet - Henrique Ahnfelt
- A Inovação Nos Negócios - Domingos Oliveira
- O Parto Sem Dor - Maurício Domingues
- O Profissionalismo Americano - Domingos Oliveira
- Parcerias: Partilha de Responsabilidades - Henrique Ahnfelt
- A Crise é Bem Vinda? - Domingos Soares de Oliveira
- Amadurecimento da Nova Economia - Cláudio Faria
- Viagens e Comparações - Domingos Soares de Oliveira
- Capacidade de Execução - Domingos Soares de Oliveira
- Personalizar para Cativar - Henrique Ahnfelt
- Onde Está o Lucro? - Domingos Soares de Oliveira
- People Relationship Management - Domingos Soares de Oliveira
- e-Marketplaces - Domingos Soares de Oliveira
- ...Mas a Nova Economia existe? - Henrique Ahnfelt
- O Desafio do Euro - Gonçalo Nuno de Seixas
- Uma Fusão Bem Sucedida - Domingos Soares de Oliveira
- Boas Notícias - Domingos Soares de Oliveira
- O País das Pontes - Domingos Soares de Oliveira
- Artigos de Opinião 2001
De facto, nós já temos uma televisão interactiva. Dá para mudar de canal quando o que está não me entretém, dá para regular a forma como a difusão dos conteúdos me chega, desde volume e brilho até (em algumas televisões) ao formato. Posso ir buscar os resultados desportivos, a previsão meteorológica e anedotas às páginas de teletexto. Dá para substituir a difusão por conteúdos adquiridos (i.e. vídeo) quando nenhum dos 167 canais do cabo tem programas de jeito. Se o conteúdo apraz, vejo, se não, leio o jornal ou vou jogar futebol com o miúdo.
O interface desta interactividade, também conhecido por controlo remoto, funciona. Por contraste, o interface do vídeo nem por isso (principalmente aqueles tapetes de botões da parte de trás e debaixo de tampa após tampa do controlo), nenhuma pessoa que não tenha participado na sua equipa de desenvolvimento saberá como programar uma gravação em slow motion daqui a 3 semanas.
A televisão interactiva, vulgo iTV, estende essa interactividade e permite-nos interagir com a própria programação. Com essa nova interactividade podemos participar em programas, procurar informação associada a programas ou responder directamente a anúncios e adquirir os produtos propostos. Em vez de ir jogar futebol com o miúdo ou ler o jornal podemos também navegar tipo Internet por conteúdos e serviços do portal da televisão, abrindo a muitos possibilidades até agora reservadas aos possuidores de um PC com ligação à Net, incluindo a própria navegação na Web, se bem com limites.
É de prever que
2002 signifique o ‘disparo’ da adesão à iTV, pelo que faz sentido reflectir
sobre o papel que esta poderá desempenhar nas estratégias promocionais das
empresas. Existem várias alternativas e algumas experiências internacionais. O
que será fundamental não esquecer é que a experiência televisiva é sobre
entretenimento e é passiva, por contraste com a experiência PC que no essencial
é pró-activa e pode ser de entretenimento ou trabalho (doméstico ou
profissional). Daí que será necessário ‘convencer’ um utilizador a passar de
espectador passivo a interlocutor activo. Existem vários cenários:
- Para
conseguir a navegação por iniciativa do utilizador, será necessária uma proposta
de valor interessante, combinada com o conhecimento prévio da sua existência
pelo utilizador - (Exemplos: informação meteorológica, Páginas Amarelas,
encomenda de pizza ou serviços bancários),
- A publicidade interactiva
permite explorar o impulso despertado pela mensagem publicitária, colocando nas
mãos do utilizador uma distância de um clique (bem, na realidade são mais...)
a
realização desse desejo despertado,
- Os programas interactivos patrocinados
permitem construir sobre o interesse e a interacção de entretenimento de um
espectador de forma a, por intermédio de conteúdos informativos, mensagens
publicitárias ou outros, levá-lo a adquirir os produtos ou serviços do
patrocinador.
Para as empresas a iTV coloca um conjunto de potencialidades que tipicamente oferecem uma nova janela de oportunidade, em que a criatividade e capacidade de conversão dos primeiros utilizadores, capitalizando o factor curiosidade inicial, será chave. As principais empresas de marketing e comunicação com serviços de televisão já detêm o conhecimento e competências para desenvolver este tipo de publicidade, mas ainda faltam os provedores de serviços de infra-estrutura Internet que permitam às empresas resolver o suporte e dar resposta às solicitações, muitas vezes com grandes picos de tráfego e com um períodos de vida curtos (equivalentes aos dos ‘spots’ televisivos).
Henrique
Ahnfelt
Capgemini Portugal
