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Estamos a entrar na segunda vaga do E-business. Todos os especialistas o afirmam e há até quem apresente ilustrações sobre o tema, não com uma vaga mas com um vagalhão de proporções muito maiores que a primeira onda que está a chegar à praia.
Ora entre ondas, vagas e vagalhões, é certamente útil perceber o que representa cada uma das etapas, a que está a chegar ao fim e a que está no seu início e, mais do que isso, perceber as principais implicações para as empresas e para o país desta segunda vaga.
Apesar de todas as campanhas de publicidade que apregoam portais ou marketplaces, a verdade é que para a esmagadora maioria das empresas, a estratégia associada ao e-business resume-se àquilo que poderiamos designar como a brochura institucional em “formato web”.
Normalmente o site tem como objectivo afirmar a adesão à onda internet sem procurar aumentar receitas ou reduzir custos. Esta é a primeria vaga ou de forma mais objectiva a primeira geração, que nos termos anglo saxónicos tão em voga é conhecida por “web-site”. Esta fase deveria estar a chegar ao fim. Digo deveria, porque mesmo assim, muitas das PME’s continuam fora deste processo, numa posição que pode ser equiparada a um bom banho de sol, estendido à beira mar.
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Ora com o aparecimento da segunda vaga, os gestores deverão dar um novo salto e adaptar-se a uma nova realidade. Na prática, as empresas irão utilizar a internet para conquistar novos clientes, aumentar as suas vendas com os seus clientes, promover a marca, obter reduções de custos nas suas compras e nos seus processos e melhorar a sua eficácia. Em suma, é chegado o momento de tirar partido da internet para aumentar a competitividade das empresas.
É uma nova geração do e-business que começa em 2000 e se estenderá durante três anos. A esta fase correspondem três movimentos, o “e-commerce”, o “e-business” e os “e-markets”. O investimento nesta segunda vaga será muito maior que a simples encomenda de um site. Quando digo muito maior, é mesmo muito maior e à medida que os fundos estruturais forem escasseando, algumas empresas vão hesitar sobre a necessidade de porem em prática os seus planos.
Haverá então duas soluções. A primeira, a mais fácil e menos dolorosa, é adiar “sine die” esse investimento. Até que o vagalhão chegue à praia. Afinal, não decidir é uma decisão.
A segunda será saltar para a água, enfrentar o mar encrespado e preparar-se para acompanhar a vaga.
Obviamente haverá diferenças se a motivação para este movimento for por instinto de sobrevivência ou por fé nos benefícios. Mas verdadeiramente importante para os gestores, para as empresas e para a competitividade do país é que se avance. Sem demoras.
Domingos Soares de Oliveira
Capgemini Portugal
