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Desde a
antiguidade que os decisores comerciais e políticos se têm socorrido de
terceiros, a quem reconheciam a experiência e o conhecimento necessários, na
tentativa de tomarem as decisões que melhor defendiam os seus interesses.
Desde então, esta relação tem evoluído, passando da acção de “aconselhamento” para uma situação de “parceria”, havendo deste modo, uma partilha de objectivos e um encontro de vontades, sempre sob o lema de “o sucesso dos meus clientes / parceiros, é o meu sucesso”.
Neste enquadramento, e para que a sua relação conduza ao sucesso pretendido, as empresas e as consultoras devem partilhar o seu conhecimento e a sua visão na definição e implementação adequada de estratégias, que devem ser baseadas numa utilização correcta dos recursos humanos e das tecnologias disponíveis, para o desempenho eficaz e eficiente das suas funções de negócio.
É importante que as consultoras se revejam nas empresas que assistem, quer no posicionamento no tecido empresarial, quer nos processos produtivos, sendo necessário que demonstrem uma capacidade de diálogo, utilizando uma linguagem comum e conhecendo os meios produtivos em questão.
Como exemplo, certamente que uma empresa de produção fabril não se sentirá confortável no diálogo com consultores se estes desconhecerem os meios e as ferramentas em uso, nomedamente confundindo “ferro” com “aço”, “derreter” com “fundir” ou “máquinas de polir” com “rectificadoras”.
Por outro lado, é igualmente importante que as consultoras, no seu relacionamento com as empresas, assumam uma postura de partilha de experiências e de conhecimentos, na medida em que ambas ficarão enriquecidas com isso, devendo ser evitadas quaisquer posturas ou atitudes que possam ser tomadas como arrogantes.
Estas preocupações devem estar omnipresentes, na actuação e postura diárias dos profissionais das consultoras, sobretudo quando estas pretendem posicionar-se como líderes de mercado, potenciando a convergência de actuação com os seus clientes, num reconhecimento mútuo de competência e de valor acrescentado, actuando localmente sob uma perspectiva global.
Deste modo, da Missão e da Ambição preconizadas pelas consultoras, facilmente nos apercebemos que a sua actuação tem de ser dirigida directamente aos objectivos das empresas, com a necessidade de lhes entregar valor acrescentado e abstendo-se duma postura meramente comercial ou minimalista de procurar dizer aos clientes aquilo que eles gostariam de ouvir, devendo sempre indicar a melhor solução, sob pena de comprometer o futuro, quer das empresas, quer do seu relacionamento com as consultoras.
Podemos assim dizer, que a melhor solução é a que melhor serve os interesses da empresa no âmbito e prazo estabelecidos como objectivo, independentemente do interesse particular da consultora envolvida ou da sua estratégia comercial.
Paralelamente, as empresas pela crescente experiência que têm tido no seu relacionamento com as consultoras, têm assumido uma postura cada vez mais exigente, tanto no tipo e variedade de serviços, como na qualidade de prestação dos mesmos.
Este facto tem levado as consultoras a criarem metodologias e ferramentas que lhes permitam, por um lado, optimizar esforços de abordagem, de desenvolvimento e de implementação, através do aproveitamento de cinergias de projectos similares, e por outro lado, a promover soluções standard, com procedimentos e tipologias de resultados previamente conhecidos do mercado. São exemplos disso, algumas das metodologias e ferramentas desenvolvidas na Cap Gemini, que pelas razões mencionadas, auxiliam os decisores das empresas, nos processos de escolha e de decisão, sobre a sua aplicação e implementação.
A aplicação criteriosa destes conceitos é essencial quando se pretende ocupar um lugar de destaque e de liderança na implementação de soluções, sendo disso exemplos, a abordagem do tema Y2K, do Euro e do e-Business, onde existem bastantes projectos de grande dimensão, envolvendo um elevado número de profissionais em todo o mundo.
Rui
Gonçalves David
Capgemini Portugal
