28-01-2008 - Capgemini conclui que a não fidelidade dos clientes é oportunidade para as seguradoras

Está em: Imprensa

 

 

 

 

 

 

 

O relatório está disponível para consulta, em língua inglesa.

NOTA: Se preferir fazer o download do ficheiro em vez de visualizá-lo na janela do seu browser, clique com o botão direito do rato sobre o link e escolha "Save Target As..." (Internet Explorer) ou "Save Link As..." (Netscape Navigator).

O relatório anual World Insurance Report da Capgemini e da EFMA (European Financial Management and Marketing Association), conclui que a crescente volatilidade dos clientes abre novas oportunidades de crescimento às seguradoras 

As alterações no comportamento dos clientes, nas preferências e nos padrões de distribuição, podem propiciar oportunidades de crescimento significativas às seguradoras que estejam preparadas para adoptar e aproveitar estas mudanças emergentes, constituindo este um dos principais destaques do World Insurance Report 2008. A Capgemini e a European Financial Management & Marketing Association (EFMA), divulgam hoje o estudo internacional que envolveu mais de 11.000 clientes de seguradoras e profissionais do sector.

O relatório mostra que a inércia dos clientes tem sido, há algum tempo a esta parte, uma característica visível nos mercados desenvolvidos como o Norte-americano e da Europa Ocidental e que as principais necessidades destes clientes, ao nível de seguros, foram já largamente satisfeitas. Indica ainda que um cliente destes mercados detém, em média, 5.2 apólices de seguros – 1.5 de seguros de vida e 3.7 de seguros não vida, e que mantém as apólices por um prazo médio de 9.2 anos.

Novos Sinais de Volatilidade Emergem nos Clientes de Seguros

Contudo, alimentados pela crescente competitividade, pelo fácil acesso a mais informação (através da Internet), pela facilitada mobilidade dos clientes (i.e. devido às alterações na regulamentação, como a lei Chatel, em França, que facilita a troca de contratos), e pela inovação de produtos colocados à disposição pelas seguradoras (tal como o pagamento indexado aos quilómetros percorridos, no seguro automóvel), os clientes tradicionalmente passivos estão a tornar-se cada vez mais voláteis nos seus padrões de compra e de fidelização. O World Insurance Report revela que a mudança de contratos está já a crescer em vários mercados considerados desenvolvidos, incluindo Itália, Espanha e os Estados Unidos. O aumento das mudanças é particularmente intenso no Reino Unido, onde o típico cliente de seguros mantém, em média, o seguro automóvel por apenas três anos e os seguros à habitação por apenas cinco anos. O relatório refere que as seguradoras devem esperar que tendências como as que se observam no Reino Unido, alastrem para outros mercados desenvolvidos, onde a volatilidade do cliente é já claramente evidente.

Enquanto a volatilidade de clientes se afirma como uma ameaça para algumas seguradoras, outras podem aí encontrar oportunidades de crescimento, ao compreender, capturar e até criar ‘clusters’ de clientes voláteis nos seus mercados,” afirma Bertrand Lavayssière, Managing Director da Capgemini Global Financial Services.

A crescente volatilidade dos clientes ameaça os tradicionais modelos de negócio
Embora a informação demográfica, como idade e nível de rendimento, seja a habitualmente utilizada para segmentar os clientes de seguros, o relatório explora a redefinição destes segmentos com base no comportamento e nas percepções e revela quatro segmentos distintos de clientes em mercados desenvolvidos: Tradicionalistas, Oportunistas, Indiferentes e Regulares. Ao traçar o perfil destes comportamentos para poderem compreender a volatilidade dos clientes, as seguradoras podem alinhar com maior exactidão as suas estratégias de distribuição com o valor previsional de cada cluster de clientes. O relatório nota ainda que o nível de volatilidade nos segmentos de clientes tem um papel fundamental na equação do valor e identifica quatro clusters valor/volatilidade de clientes, os quais oferecem às seguradoras informação adicional para as estratégias de clientes: Rendimento Seguro (elevado valor/média volatilidade), Em Risco (médio valor/elevada volatilidade), Estagnado (reduzido valor/reduzida volatilidade) e Outros (médio valor/média volatilidade). Para o cluster Rendimento Seguro por exemplo, a resposta poderá ser a preservação do nível de fidelização, ao mesmo tempo que se utilizam estratégias de aquisição e de serviço eficientes. Já o segmento Em Risco requer que as seguradoras se mantenham inovadoras neste cluster, o que pode ser difícil de conseguir, ou ainda aproveitar a eficiência da Internet como rede de distribuição para o atrair.

Adoptar uma estratégia estruturada multi-distribuição torna-se crítico
Outra das principais conclusões do World Insurance Report mostra que mais mudanças estão a caminho para a distribuição e a mais surpreendente está no uso da Internet. Segundo o World Insurance Report, nos mercados desenvolvidos que foram avaliados, 28% dos clientes afirmam ter a intenção de comprar o seguro de vida on-line nos próximos três anos, e 34% afirmam que comprariam um seguro não vida on-line. A importância da internet põe, claramente, algumas das actuais redes de distribuição em risco.

O relatório indica também uma clara tendência para a especialização nas redes de distribuição – as quais compreendem que precisam de endereçar necessidades específicas dos clientes ou dos produtos para poderem crescer. A especialização está a forçar as seguradoras a operar em multi-distribuição para melhor corresponder às necessidades dos clusters de clientes voláteis, para garantir o acesso aos segmentos importantes da base actual e potencial de clientes, e aumentar a quota em cada cliente.

As TI minimizam os desafios das Seguradoras
O relatório conclui que as TI são ao mesmo tempo um requisito do sector segurador e uma alavanca para ultrapassar os desafios. “O World Insurance Report três principais áreas de foco em que as TI podem ajudar as seguradoras a ultrapassar esses desafios. Primeiro, as bases de dados corporativas, a análise de dados e customer intelligence podem melhorar o conhecimento de clientes e afinar a segmentação orientada ao comportamento dos clientes. Em segundo, a integração das tecnologias e a adopção de arquitecturas orientadas ao serviço (SOA) podem auxiliar as seguradoras a adaptar e mudar as suas capacidades ao nível da distribuição, indo ao encontro às dinâmicas do mercado. E por último, a próxima geração de ferramentas de CRM poderá ajudar as seguradoras e as suas redes a gerir os clientes através de uma rede empresarial abrangente”, afirma Scott Mampre, Vice-presidente da Capgemini Financial Services para o sector Segurador.

Sobre a EFMA
A European Financial Management & Marketing Association (EFMA) é a principal associação de bancos, companhias seguradoras e instituições financeiras em toda a Europa. Sendo uma associação sem fins lucrativos, a EFMA procura fomentar a inovação nas comunidades financeiras e bancárias promovendo o debate e a discussão num cenário retirado das pressões inerentes à concorrência comercial. Através de reuniões e de uma troca aberta de informação, a EFMA facilita o diálogo e a colaboração entre os seus membros, criando um fórum para o reconhecimento e estudo de melhores práticas.
A EFMA foi formada em 1971 e reúne hoje, mais de 2000 referências de instituições financeiras em todo o mundo, incluindo 80% dos maiores grupos bancários europeus.
Para mais informações, visite www.efma.com