28-03-2007 - Espanha destaca-se este ano com a maior diminuição, com uma descida média dos preços por cliente em cerca de 31%

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O relatório está disponível para consulta, em língua inglesa.

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A quarta edição do estudo “World Retail Banking Report” revela tendências para os Modelos Operacionais Globais com valor estratégico a longo prazo
 

O valor médio pago pelos utilizadores activos dos serviços bancários ronda globalmente os 77€, uma diminuição de 0.3% desde o ano passado. Porém, esta estabilidade global esconde variações de preço que são notavelmente diferentes nas várias regiões do mundo, desde uma diminuição de 1.8% na zona euro da Europa até um aumento de 2.9% na Ásia. Estes elementos podem ser encontrados nas principais conclusões apresentadas na quarta edição do “World Retail Banking Report”* da Capgemini, ING e do European Financial Management and Marketing Association (EFMA).

Estratégias de preços para influenciar interacções com o cliente em vez de gerir apenas as receitas.

Bertrand Lavayssière, administrador e director dos Serviços Financeiros Globais da Capgemini, comenta: “Uma das tendências chave, descritas no relatório deste ano, é a de que os bancos parecem estar a utilizar cada vez mais estratégias de preços para influenciar o comportamento dos consumidores do que para aumentar as receitas. Pelo segundo ano consecutivo os bancos estão a tentar activamente redefinir as suas interacções com os clientes, redireccionando-os nas suas operações mais comuns, como conferência de saldos, para os canais automatizados e reservando às filiais os serviços mais elaborados tais como serviços de aconselhamento financeiro. Muitos bancos elevaram as suas taxas de operação ao balcão e diminuíram-nas nos canais on-line e de Call Center”.

Paulo Morgado, Administrador Delegado da Capgemini Portugal, declarou que “Em Portugal já existem várias instituições financeiras a trabalhar com a Capgemini no processo de revisão do seu sistema de fixação de pricing, o que demonstra que a Banca já entendeu que o pricing não é apenas uma questão relevante para efeito da determinação da receita, mas é também um instrumento crítico para a alteração vantajosa do mix de canais e de produtos/ serviços.”

Os preços dos Serviços Bancários variam significativamente em todo o mundo.

Enquanto que utilizadores activos locais pagam em média 77€ por ano pelos serviços bancários de que necessitam no seu dia a dia, o nível de preços varia entre regiões, desde 44€ na Ásia Pacífico até aos 84€ na Europa fora da zona euro.

No que concerne aos preços locais, Espanha destaca-se este ano com a maior diminuição, com uma descida média dos preços por cliente em cerca de 31%. SCH, o maior banco de serviços em Espanha lançou a campanha “Comissão Zero” (em 2005) diminuindo o seu nível de preços em 65%. Isto iniciou uma tendência que foi rapidamente seguida pelos concorrentes. Como consequência, taxas de administração de contas e de pagamentos foram nitidamente reduzidas. As mudanças em Espanha tiveram impacto em toda a zona euro da Europa que viu os preços caírem de 1.8%. Isto é significativo porque sem a Espanha, o preço de zona euro aumentou de facto em 1.9%.

Análise da estrutura de pagamentos

A estrutura de pagamentos mudou em 2006 quando comparada com 2005. As taxas de administração de contas diminuíram 7% mas os pagamentos subiram cerca de 1%, a utilização do dinheiro subiu 4% e operações excepcionais aumentaram até 7%.

Pacotes diferenciados nos diversos países

A pesquisa revelou que estão a ser oferecidos pacotes em média 23% abaixo do preço que um cliente pagaria se comprasse os mesmos produtos e serviços separadamente. Este desconto varia de país para país desde uma ligeira fracção na Polónia até 50% em Itália. Os produtos e serviços que compõem os pacotes diferem igualmente bastante consoante os países. A Áustria, a Bélgica e a Polónia, por exemplo, têm a mais baixa proporção de “extras” nos seus pacotes enquanto que a Itália, a Eslováquia e a França têm os pacotes com maior proporção de produtos extras e por isso têm também os maiores descontos. Contudo, os consumidores nestes países parecem utilizar estes produtos extras apenas esporadicamente.

Dick Harryvan, director geral da ING Direct e Membro do Quadro Executivo do Grupo ING afirmou: “ING Direct quer ser o fornecedor com custos mais baixos e oferecer aos seus clientes uma maior valorização do dinheiro em cada um dos países onde exerce a sua actividade. Como o “World Retail Banking Report” oferece uma visão mais detalhada dos preços dos serviços bancários básicos isso ajuda-nos no benchmark da nossa própria estratégia. Este relatório é imprescindível”.

De transnacionais a modelos mais globais em cinco anos.

Incluído no relatório está o estudo “Spotlight” (um inquérito a executivos dos 41 principais bancos de retalho no mundo) que este ano examina como os bancos estão à procura de caminhos para aperfeiçoar os seus modelos operativos. Um dos atributos-chave detectados é o de que os bancos de serviços estabeleceram três objectivos primários para transformar os seus modelos operativos: aumentar a receita, melhorar o atendimento ao cliente e reduzir os custos. O estudo “Spotlight” revela também que menos de 10% dos bancos analisados têm já hoje um modelo global de operação e que os bancos vão incrementar o nível de globalização dos seus modelos operativos nos próximos cinco anos.

Modelos operacionais: A Globalização começa com os Serviços de TI e Administração

Hoje, os serviços de TI e Administração parecem ser as primeiras alavancas utilizadas pelos bancos para globalizar os seus modelos. Dos 41 bancos internacionais analisados na pesquisa, cerca de 60% já consolidaram os seus sistemas de TI a um nível internacional e 40% possuem uma arquitectura TI comum, um conjunto de aplicações modulares e uma estratégia concertada de aproximação à implementação de TI. Durante os próximos cinco anos, a globalização ainda será uma prioridade para TI a qual terá um impacto significativo na forma como os bancos desenvolverão as suas estratégias de vendas. Enquanto actualmente só 28% dos bancos analisados têm práticas de marketing global, mais que 50% esperam vir a tê-la nos próximos cinco anos.

Bertrand Lavayssière comenta: “A Globalização está a forçar os bancos de serviços a reavaliar as suas estratégias de crescimento e a estrutura dos seus modelos de operação. A nossa pesquisa mostra que há quatro linhas principais por detrás das decisões dos bancos de serviços para transformarem os seus modelos de operação: i) o mercado de valores mobiliários e as pressões concorrenciais, ii) a regulamentação, iii) a Internet e iv) as tecnologias Web 2.0. Por exemplo, na zona euro, a criação de uma “Single Euro Payments Area” (SEPA) em 2010 nos quais os pagamentos em euros serão tratados em todo o lado como pagamentos domésticos, terá uma influência enorme na estratégia organizacional dos bancos”.

Tendências em outsourcing e offshoring.
Os Bancos consideram o outsourcing e o offshoring como áreas-chave para transformar os seus modelos operativos. Entre os bancos analisados, 77% praticam actualmente outsourcing e 47% offshore de pelo menos uma das funções do seu modelo operativo em Back-office, TI ou Funções de Suporte. Aproximadamente um terço do TI e das Funções de Suporte são globalmente geridas por pessoal em outsourcing. Durante os próximos cinco anos, esta proporção para TI subirá para 52% (de 39% em 2007), e a taxa para Funções de Suporte e Apoio aumentará também mas mais lentamente. Este crescimento advirá dos serviços já actualmente em outsourcing – as pesquisas indicam que os bancos que actualmente não praticam outsourcing muito provavelmente o irão fazer nos próximos cinco anos.

Quase metade dos bancos estudados têm práticas de offshoring, principalmente em funções de back-office. No futuro, os bancos esperam ter aproximadamente um terço do seu TI suportado por pessoal em outsourcing. Também se prevê um crescimento rápido do Offshoring, especialmente em TI (de 32% em 2007 para 44% em 2012).

O “World Retail Banking Report 2007” conclui que os gestores de topo dos bancos de serviços devem dar especial atenção a cinco factores de sucesso da globalização dos seus modelos operativos: desenvolvimento de uma gestão internacional, assegurar a consistência do mercado com as estratégias dos produtos, investir fortemente na transformação de TI, construir uma visão completa de RH e dar especial atenção à qualidade de execução.

O World Retail Banking Report 2007
Pelo quarto ano consecutivo, o World Retail Banking Report proporciona à comunidade de serviços financeiros um conjunto de avaliações e análises sobre a dinâmica da indústria, incluindo um índice anual de preços para serviços bancários ao consumidor nos diversos mercados nacionais. Este ano o número de bancos estudados aumentou para 180 e inclui cinco novos países: Croácia, Índia, Japão, Roménia e África do Sul. A pesquisa é agora conduzida através de um total de 25 países. Para uma cópia do World Retail Banking Report 2007, visite http://www.wrbr07.com.

ING
ING é uma instituição financeira global de origem holandesa com ofertas na área da banca, seguros e administração de recursos a mais de 60 milhões de clientes privados, corporativos e institucionais em mais de 50 países. Com cerca de 120 mil pessoas, o ING inclui um largo espectro de companhias proeminentes que crescentemente servem os seus clientes debaixo da marca ING. Visite http://www.ing.com para mais informação.

European Financial Management & Marketing Association
A European Financial Management & Marketing Association (EFMA) é a principal associação de bancos, companhias de seguros e instituições financeiras em toda a Europa. A EFMA promove a inovação e melhores práticas no sector financeiro de retalho mantendo o debate e discussão entre pares, suportado por uma grande quantidade de serviços de informação e numerosas oportunidades para encontros directos. A EFMA foi fundada em 1971 e reúne actualmente mais de 2.000 marcas diferentes de serviços financeiros de todo o mundo, incluindo 80% dos maiores grupos bancários da Europa.