28-02-2007 - Os principais números do exercício de 2006

Está em: Imprensa

- Forte aumento no Volume de Negócios (+12,1%).
- +5,8% na Margem Operacional , + 2,6 pp
- Resultado Liquido (+€293 milhões), representa 3,8% do Volume de Negócios.
- Dividendos (€0,70 por acção), + 40%.

Reunidos em Paris a 14 de Fevereiro de 2007, sob a presidência de Serge Kamfp, o Conselho de Administração da Capgemini SA, examinou e aprovou as contas finais auditadas para o exercício encerrado1 a 31 de Dezembro de 2006.

(1- A Margem Operacional, principal indicador da performance do grupo, é representada pela diferença entre o VN e os Custos Operacionais, estes são iguais ao total dos custos de serviço prestados (Custos necessários à realização e implementação de projectos), bem como custos comerciais, gerais e administrativos.)

Os principais indicadores financeiros apresentados, segundo as normas IFRS, foram os seguintes:

em Milhões de €

Exercício 2005

Semestre de 2006

Semestre de 2006

Exercício de 2006

V. Negócios

6.954

3.784

3.916

7.700

Margem Operacional (1)

225

181

266

447

% Volume Negócios

3,2%

4,8%

6,8%

5,8%

Resultado Operacional (2)

214

139

195

334

Resultado Liquido

141

71

222

293

Cash Flow

904

789

1.632

1.632

A taxas de variação e perímetro constantes, o Grupo Capgemini registou um aumento no seu Volume de Negócios (VN) de 12,1%. No seguimento do crescimento verificado no primeiro semestre (+10,6%), o VN aumentou em 13,7% no decurso do segundo semestre.

A taxas e perímetros correntes, o crescimento foi de 10,7%, significativamente superior ao registado no mercado.

Os Resultados Operacionais quase duplicaram, atingindo os €447 milhões (contra os €225 milhões do ano anterior) e representa 5,8% do VN, +2,6 p.p. (pontos percentuais) em relação a 2005. Todas as Disciplinas do Grupo contribuíram para esta melhoria: 

  • Consulting Services registou o maior progresso, com mais de cinco pontos de crescimento em relação a 2005, graças ao melhor equilíbrio na sua estrutura de colaboradores;

  • A margem operacional de Technology Services aumentou em mais de dois pontos, graças a uma melhor taxa de utilização, a um melhor controlo técnico dos projectos e uma gestão mais eficaz dos custos comerciais e administrativos;

  • Os serviços de Outsourcing viram a sua margem operacional progredir em três pontos, ultrapassando os objectivos fixados aquando da execução do plano MAP em finais de 2005, e apesar dos custos suplementares aprovisionados a título do contrato com a Schneider;

  • Finalmente, os Local Professional Services (Grupo Sogeti) melhoraram mais ainda a sua elevada rentabilidade para os 9,8% (+0,7 pontos) graças a um claro aumento do preço médio dos serviços prestados.

Outros Custos e Perdas Operacionais atingiram €113 milhões, o que se deve em grande medida aos custos de reestruturação (€94 milhões) que, quando comparado com o exercício anterior, diminuíram significativamente.

O Resultado Financeiro demonstra um custo de €28 milhões, e o imposto sobre o rendimento foi de €13 milhões, sendo que a boa saúde das operações conduziu ao reconhecimento de impostos diferidos activos, particularmente em França e no Reino Unido.

O Resultado Líquido do Grupo duplicou, tendo atingido €293 milhões (3,8% do VN), contra os €141 milhões registados em 2005. Os ganhos por acção são de €2,03 contra os €1,07 do ano anterior (com base no número de acções no fecho do ano). O Grupo gerou um Cash Flow Líquido de €1.632 milhões, graças a um Cash Flow Operacional de €578 milhões e ao impacto positivo do aumento de capital realizado em Dezembro de 2006.

O Conselho de Administração decidiu, no mesmo dia, propor para a próxima Assembleia Geral Ordinária o pagamento de um dividendo de €0,70 por cada acção (um aumento de 40% em relação a 2005), o que representa uma distribuição de um terço do Resultado Líquido do Grupo, em conformidade com a regra do Grupo estabelecida em 1974.  

 

A Actividade do Grupo em 2006

A actividade foi marcada por:

  • Consolidação da recuperação na América do Norte, onde o VN – que demonstrou uma progressão contínua ao longo do ano – aumentou em 3,8% (em 10,2% só no 4.º trimestre) e a Margem Operacional melhorou em 7,3 p.p. para se fixar nos 5,4% do VN;
  • A boa saúde das operações na Europa, onde o Grupo registou um crescimento de 14% do seu VN e uma Margem Operacional de 6,7% (em progressão em todos os países, excepto a França), e onde a boa performance das actividades de Consulting e Technology Services é contrabalançada pelos custos extra, acima referidos;

  • O forte desenvolvimento da presença do Grupo na Índia, Polónia e China, onde o número de efectivos aumentou em 92% e se eleva a mais de 9.000 colaboradores;
  • Várias aquisições, entre as quais a mais significativa é a sociedade Kanbay, recentemente concluída, que reforçará a presença do Grupo na América do Norte alargando as suas competências nos sectores de Serviços Financeiros e Bens de Consumo, faz com que a Índia seja o segundo país do Grupo em termos de efectivos (cerca de 13.250 colaboradores, que representam 19,5% dos efectivos totais e 28,8% dos colaboradores que trabalham nas actividades de Outsourcing e Technology Services)

 

Perspectivas para 2007

O Grupo Capgemini fixou os seguintes objectivos para 2007:

  • Integrar com sucesso a equipa da Kanbay;
  • Reforçar o seu conhecimento sectorial e dar prioridade às actividades de Consultoria;

  • Continuar a melhorar a rentabilidade dos Serviços de Outsourcing, desenvolvendo nomeadamente a actividade de BPO (Business Process Outsourcing);
  • Investir na inovação, industrialização e relação com o cliente (no contexto do programa baptizado de I3).
Tendo sido criado um orçamento baseado num quadro de hipóteses de crescimento, sustentado pelo crescimento da procura e pela integração da Kanbay no Grupo, espera-se um aumento de 8% no VN para 2007 (a taxas e perímetro constantes) e uma melhoria contínua da Margem Operacional.