20-09-2007 - Estudo anual sobre Utilização de Serviços Electrónicos na Europa revela melhoria na disponibilidade de serviços on-line

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O forte desenvolvimento na disponibilização de serviços públicos on-line realça o crescimento do “Gov 2.0” na Europa
 

A Capgemini, um dos maiores fornecedores de serviços de Consultoria, Tecnologia e Outsourcing do mundo, divulga hoje os resultados do seu sétimo estudo anual de benchmark eGovernment, conduzido para a Comissão Europeia. O estudo revela que o progresso vai de encontro aos objectivos do Plano de Acções eGovernment i2010 para melhorar o fornecimento dos serviços públicos on-line. Os resultados de 2007 demonstram que a total disponibilidade de serviços on-line na Europa cresceu acentuadamente dos 50%, em 2006, para os 58%, em 2007, justificado pela melhoria dos serviços on-line para os cidadãos. Este ano, o estudo introduz um foco nos indicadores relacionados com cidadão, enquanto utilizador dos serviços.

Numa análise aos resultados, Craham Colclough, Vice-Presidente da Capgemini para o Sector Público, afirma: “a modesta dimensão e as estruturas centrais permitiram um rápido avanço dos (mais novos) estados-membros, mas a dimensão não é tudo: descobrimos que existem ainda alguns estados-membros, de pequena dimensão, antigos e novos, que claramente ainda não adoptaram o eGovernment, na mesma proporção que os resultados do estudo sugerem. Há ainda um número de ‘antigos’ países anteriormente progressivos, que durante estes recentes anos têm vacilado”.

O estudo de benchmark faz parte dos processos de avaliação para o plano “i2010 – A European Information Society for growth and employment”, lançado a 1 de Junho de 2005, como framework para responder aos principais desafios e progressos dos sectores da sociedade da informação e dos media até 2010.

Realizado anualmente desde 2001, a mais de 5.000 instituições públicas, em 31 países incluindo os 27 estados-membros da UE e ainda a Islândia, a Noruega, a Suíça e a Turquia, este estudo tem demonstrado que todos os países abrangidos têm feito bons progressos em comparação com o último ano, relativamente ao fornecimento de serviços públicos. Para além de estender a disponibilização de e-services, desde 2006 que a sofisticação dos serviços que as empresas e os cidadãos podem aceder on-line tem aumentado. De acordo com a análise, o país mais avançado, a Áustria, atingiu já 100% dos critérios para os 20 serviços avaliados. Portugal juntou-se a três outros estados-membros que avançaram significativamente nos últimos anos: Malta, Estónia e Eslovénia. Apesar da melhoria dos serviços on-line para os cidadãos, há ainda uma diferença de 20% entre a total disponibilidade para cidadãos (50%) e para empresas (70%). Existe ainda um grande distanciamento entre o país líder, a Áustria (100%), e os países que se encontram nos últimos lugares da tabela.

Graham Colclough,diz ainda: “embora os resultados revelem uma forte evidência de que as empresas, em particular, que estão bem servidas de serviços on-line; e os governos bem avançados nos serviços geradores de receita; o risco mantém-se, no entanto, da complacência de servir o cidadão. No final de contas, deve ser este o foco de todos os governos, de forma a ganhar a confiança dos seus cidadãos. Os governos europeus devem aproximar o serviços públicos dos serviços comerciais, e procurar oferecer uma nova experiência ‘Gov 2.0’, uma que atraia e satisfaça as necessidades dos cidadãos de uma forma eficiente, consistente e inclusivamente económica – o que não admito não ser uma tarefa fácil!”.

Este ano, o estudo foi orientado para a avaliação do foco no utilizador através de um número de medidas que estimam a segurança dos dados, o acesso multi-canal, e a acessibilidade (inclusão). Concluiu-se que 24% dos websites acedidos dão acesso a canais (call centre, móveis, kiosk, DigiTV) revelando um progresso no fornecimento de alternativas aos clientes.

Embora as políticas de segurança e acessibilidade possam estar adequadas, parecem existir diferenças em termos de distribuição. Apenas 27% dos websites europeus têm um sistema de e-identificação obrigatório por lei que seja funcional. Apenas 5% dos websites fazem uma clara referência aos standards de acessibilidade. Numa perspectiva mais positiva, a avaliação dos portais nacionais mostra que, em média, 75% dos 20 serviços avaliados estão disponíveis através dos portais nacionais – assim, o “one-stop-shop” aos serviços públicos deixa de ser apenas um sonho.

Sobre o eGovernment Benchmark 2007 na UE
O objectivo do estudo é fornecer um benchmark aos diferentes países europeus, de forma a compararem o progresso e partilharem as melhores práticas. O estudo, conduzido em Abril de 2007 pela sétima vez, é parte essencial da iniciativa i2010, lançada pela União Europeia, e que visa trazer os benefícios da sociedade da informação a todos os Europeus. Os critérios de avaliação utilizados abrangem o nível de interacção on-line e a total disponibilização de serviços públicos on-line. O relatório completo está disponível no site da Capgemini em: http://www.capgemini.com/resources/thought_leadership/
benchmarking_the_supply_of_online_public_services/


Sobre o do Plano de Acções eGovernment i2010

As suas cinco prioridades são:

  • Não deixar ninguém de fora: fazer avançar a inclusão através da Administração em linha, para que, em 2010, todos os cidadãos beneficiem de serviços de confiança, inovadores e de fácil acesso;

  • Fazer da eficiência e eficácia uma realidade: contribuir significativamente para que, em 2010, haja um nível elevado de satisfação dos utilizadores, transparência e responsabilidade, uma menor carga administrativa e ganhos de eficiência;

  • Criar serviços essenciais de elevado impacto para cidadãos e empresas: em 2010, 100% dos processos de contratação pública estarão disponíveis electronicamente, com uma taxa de utilização efectiva de 50%5, e haverá um acordo de cooperação para serviços em linha adicionais de elevado impacto para os cidadãos;
  • Implementar elementos essenciais: proporcionar aos cidadãos e às empresas, em 2010, um acesso autenticado, prático, seguro e inter operável a serviços públicos em toda a Europa;

  • Reforçar a participação e a tomada de decisões democrática – fazer a demonstração, em 2010, de ferramentas para uma efectiva participação no debate público e em processos democráticos de tomada de decisões.