12/02/2007 - Seguradoras Portuguesas preparadas para Solvência II

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O mercado segurador português encontra-se pronto para a entrada em vigor dos novos requisitos comunitários
 

De acordo com o estudo “A Gestão de Riscos no Sector Segurador e Solvência II” realizado pela Capgemini a nível europeu, as seguradoras Portuguesas estão avançadas, face às suas congéneres europeias, na preparação para a entrada em vigor dos novos requisitos do Acordo de Solvência II, o qual pretende equacionar a adequação dos capitais das companhias aos riscos que enfrentam na sua actividade.

Uma das razões apontadas pelo estudo para explicar o facto de Portugal estar à frente da média europeia neste processo, é o facto da entidade reguladora do sector, o Instituto de Seguros de Portugal (ISP), ter publicado, no final de 2005, alguns requisitos relativos à implementação de um sistema integrado de gestão de riscos e controlo interno, o qual terá de ser implementado pelas seguradoras até final do corrente ano.

O estudo também conclui que a função do risco deve ser cada vez mais considerada parte do “core business” das seguradoras, sendo que a adopção de métodos de gestão integrada de risco não deve ser encarada como uma carga administrativa mas sim como base à gestão do negócio. Ao mesmo tempo, a própria noção de risco está a mudar, englobando cada vez mais aspectos operacionais, de crédito e de liquidez.

Através da prática da gestão do risco as seguradoras deverão procurar melhorar a eficiência e a competitividade do seu negócio e aumentar a segurança da sua actividade. Curiosamente, o estudo da Capgemini conclui que os riscos operacionais derivados por falha humana ou de sistemas são superiores nos países do sul da Europa.

Na opinião de Ana Cerqueira, Sénior Manager da Capgemini Portugal: “é interessante constatar o envolvimento empenhado do poder público, neste caso da entidade reguladora. Foi a intervenção desta entidade que permitiu ao mercado português chegar a um nível mais avançado que a média europeia, o que revela um bom sentido de oportunidade e de antecipação face a uma realidade não muito distante.”