04-10-2007 - Um em cada cinco consumidores compraria o seu carro on-line

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Estudo da Capgemini identifica a alteração do perfil de compra devido ao crescimento da sofisticação da ‘web’, das ferramentas ‘on-line’ e das questões ambientais
 

Um em cada cinco consumidores (20%), afirma que compraria um automóvel através da Internet se esse serviço estivesse disponível, dez vezes mais quando comparado com os 2% revelados em 2001. Esta é uma das tendências de alteração de consumo reveladas no estudo da Capgemini intitulado “Cars Online 07/08”.

“Cars Online 07/08”, o nono estudo anual da Capgemini para o sector automóvel, explora as tendências do lado retalhista da indústria automóvel, focando-se no comportamento do consumidor, nas questões ambientais, no uso da internet, na gestão de oportunidades e na fidelização do consumidor. No total, foram entrevistados cerca de 2.600 consumidores de cinco países: China, França, Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos.

“Os consumidores entendem cada vez mais de automóveis, ao mesmo tempo que a sofisticação da ‘web’ aumenta, o que, muitas vezes, lhes permite estarem um passo à frente dos concessionários e das empresas automóveis”, afirma Nick Gill, Líder Global do Sector Automóvel da Capgemini. “Embora seja difícil prever, exactamente, como é que o canal ‘on-line’ evoluirá, existe claramente uma oportunidade ainda não aproveitada que merece ser aprofundada – as empresas que procuram capitalizar as vendas ‘on-line’ devem reavaliar o seu canal estratégico”.

Cars Online” revela que a Internet está no topo da lista das fontes de informação dos consumidores quando procuram comprar carro; 80% dos inquiridos usam já a internet, mas a forma como está a ser utilizada está a mudar. Novas ferramentas on-line como motores de pesquisa, blogs automóveis e fóruns passam a ser fontes de informação essenciais para os compradores de automóveis, que procuram agora sites com a opinião de outros consumidores de forma a obterem uma perspectiva mais objectiva. Dos utilizadores de internet questionados, 29% referiram os sites consumer-to-consumer (C2C) quando procuravam informação, em comparação com os 21% do ano anterior; enquanto que 78% dos entrevistados utilizam os motores de pesquisa.

Para além do referido, os consumidores estão a rejeitar os tradicionais sites de informação – a fonte de informação mais popular há dois anos atrás –, preferindo os sites dos fabricantes. Agora, enquanto fonte de informação mais frequentada, os sites dos fabricantes tendem a ser os primeiros a ser visitados pelos consumidores, que depois procuram sites de opinião para análises e avaliações. A diferença entre gerações está também a diminuir no uso da internet: quase metade dos consumidores com 50 ou mais anos de idade visitam sites de fabricantes, um número semelhante ao do grupo com idades compreendidas entre os 18 e os 34 anos. “Os fabricantes devem olhar para estas poderosas ferramentas ‘on-line’” afirma Gill. “Um número significativo de produtos e de conhecimento do mercado pode ser reunido a partir destes canais, aos quais devia ser atribuída uma proporção cada vez maior no marketing mix das companhias automóveis”.

As principais conclusões do “Cars Online 07/08” incluem:

Consumidores estão a ficar “verdes”
Mais de um quarto dos consumidores possuem ou têm alugado um automóvel eficiente em termos de combustível, e metade afirmaram planear comprar ou considerar seriamente um automóvel eficiente em termos de combustível. Mas as diferenças no mercado são claras quando se trata do respeito pelo ambiente. Os consumidores europeus, comparativamente aos americanos e chineses, foram os que mais mencionaram o impacto ambiental como factor primário de influência na decisão de compra, enquanto que os entrevistados na China e Estados Unidos apontaram o consumo económico de combustível.

Os compradores de automóveis querem a sua informação de forma rápida
À medida que a utilização da internet cresce, os consumidores estão a tornar-se mais exigentes; 34% dos consumidores Europeus e Americanos afirmaram esperar uma resposta a uma questão colocada através da internet no espaço de quatro horas, em comparação com os 30% do ano anterior. De modo crítico, se não obtiverem resposta suficientemente rápido, metade dos entrevistados procuraria um novo fornecedor e 25% procuraria um novo fabricante, ou ambos, um novo fornecedor e fabricante.

Comunicações personalizadas influenciam decisão de recompra
Dois terços dos inquiridos afirmaram que uma comunicação personalizada pós-venda de um fornecedor ou fabricante aumentaria a sua propensão a comprar outra vez na mesma empresa. Ao mesmo tempo, os vendedores precisam de compreender que nem todos os consumidores apreciam uma abordagem personalizada. O estudo realça ainda a vontade de partilhar informação com os fabricantes de automóveis e fornecedores, que não deveria ser ignorada; 70% afirma que estaria disponível a partilhar informação acerca das suas preferências relativamente ao futuro automóvel; 68% partilharia o seu historial na compra de automóveis; e 56% partilharia a sua intenção de compra no futuro.

Acerca do estudo
A Capgemini trabalhou com a SmartRevenue, uma empresa de pesquisa de mercado de Ridgefield, Connecticut, para conduzir o estudo “Cars Online 07/08”. Toda a análise e interpretação dos dados foi feita pela Capgemini em colaboração com a Car Internet Research Program (CIRP) da Universidade de Ottawa, no Canadá. No total, cerca de 2.600 consumidores foram entrevistados em cinco países: China, França, Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos. A composição da amostra baseou-se em amostras nacionais projectáveis, representativas da população do ponto de vista da região, idade e género. Todos os consumidores entrevistados estiveram no mercado – isto é, com intenção de compra ou aluguer de um automóvel novo ou usado nos próximos 18 meses.