01-08-2007 - Capgemini apresenta resultados do primeiro semestre de 2007

Está em: Imprensa

  • Forte crescimento das receitas (+16,2%)
  • Margem operacional de 6,1%
  • Resultados líquidos do grupo multiplicados por 2,37

O Conselho de Administração da Capgemini S.A. reuniu-se a 26 de Julho de 2007, sob a presidência de Serge Kampf, para examinar e aprovar as contas consolidadas, do Grupo Capgemini, relativamente ao primeiro semestre de 2007.

(em milhões de euros)

Todo o ano de
2006
(12 meses)

1º semestre
2006

1º semestre 2007

Variação

Receitas

7.700

3.784

4.397

+16,2%

Margem Operacional (1)

447

181

269

+48,6%

 % das Receitas

5,8%

4,8%

6,1%

+1,3 pontos

Resultado Operacional

334

139

229

+64.7%

Resultado Líquido

293

71

168

+136,6%

Cashflow

1.632

789

452

-337


(1)Margem Operacional definida como a diferença entre lucro e despesas operacionais, é o indicador chave de performance da actividade do Grupo. Despesas Operacionais são o total dos custos dos serviços realizados (despesas incorridas durante a entrega de projectos), despesas de venda e despesas gerais e administrativas. O Lucro Operacional é obtido pela dedução à Margem Operacional outras despesas ou lucro, que podem incluir cobranças resultantes do desfasamento do valor real de acções dadas aos empregados, assim como lucro e despesas não recorrentes. Aqui são também incluídos custos de integração e reestruturação, ganhos capitais e perdas no património.


A taxa e perímetro constantes, a Receita cresceu 11,5%, isto é, um crescimento claramente superior ao do mercado. Este crescimento é suportado por vendas no montante de €4.246 milhões, dos quais €1.203 milhões são relativos a Outsourcing.

A Margem Operacional cresceu 1,3 pontos face ao primeiro semestre de 2006.

O Resultado Operacional foi superior em 90 milhões de euros (+64.7%) comparando com o primeiro semestre de 2006.

Após ter registado um encargo financeiro líquido de €3 milhões e um efeito fiscal de €59 milhões (incluindo o reconhecimento de impostos diferidos activos, relativos a prejuízos fiscais acumulados no montante de €24 milhões), o Resultado Líquido do Grupo mais que duplicou na primeira metade de 2007 face ao 1º semestre de 2006, atingindo os €168 milhões, contra os €71 milhões do período homologo.

O Cashflow Líquido diminuiu em €337 milhões, ao contrário do que sucedeu a 30 de Junho de 2006, notavelmente devido à aquisição da Kanbay International.

Análise de actividade por Região
  • Em termos das Receitas, o maior crescimento a taxas e perímetro constantes, foi registado nos países Nórdicos (+21,5%) seguidos pelos países do Sul da Europa (Espanha, Portugal e Itália) com 13,6% e pela América do Norte (+12,5%).

  • Em termos de Margem Operacional, o Benelux continua a registar o valor mais elevado no Grupo (14,3%) e a França – apesar de uma melhoria significativa na primeira metade de 2006 – ainda regista o resultado menos bom (2,5%).
Análise de actividade por Disciplina

  • O crescimento mais forte deste semestre 2007 foi atingido pela Disciplina Tecnology Services (+15,4%), graças a uma ligeira melhoria da taxa de utilização e maior uso dos recursos offshore.

  • Outsourcing registou um crescimento de 13,0%, resultado de grandes contratos assinados no final de 2005 e início de 2006; esta progressão aliada aos efeitos benéficos do Programa de Aceleração da Margem (MAP) permitiu a duplicação da Margem Operacional que atingiu agora os 4,5%.

  • Local Professional Services (Sogeti), cresceram 7,8%, crescimento especialmente forte na Holanda, Suécia, e nos Estados Unidos. Esta actividade continua a ser a que regista a mais alta Margem Operacional em 2007: 9,6% (contra os 8,4% do primeiro semestre de 2006).

  • Consulting Services teve um forte crescimento em França e nos países do Sul da Europa, e apesar de parecer estar ligeiramente abaixo ao nível global, isso deveu-se à reorganização na América do Norte. A Margem Operacional para a Consultadoria permanece acima dos 8%, como no ano anterior. 

Perspectivas

Para todo o ano de 2007 o Grupo deve registar um crescimento das Receitas de pelo menos 9% (a taxas e perímetros constantes). Um novo crescimento em rentabilidade deve também ser considerada, em parte devido ao arranque operacional do plano de transformação i3 (i ao cubo), nas suas 3 vertentes sobejamente conhecidas: Industrialização, Inovação e Intimidade com o Cliente.