23/03/2006 - Preços de serviços bancários diminuem 1,5%

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O relatório está disponível para consulta, em língua inglesa.

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A regulamentação fomenta a convergência de preços na banca da zona Euro, mas os maiores cortes acontecem no mercado americano
 

Os preços para os serviços bancários diminuíram 1,5% a nível mundial no último ano, com o preço médio a baixar de €78 para €76. Esta é uma das principais conclusões da terceira edição do World Retail Banking Report (WRBR), elaborado pela Capgemini em colaboração com o ING e com a European Financial Management and Marketing Association (EFMA), que apresenta anualmente um índice de preços ao consumidor para os serviços bancários básicos nos vários países. Este ano, o relatório abrange 142 bancos em 20 países, entre os quais, pela primeira vez, a Irlanda.

Uma das ferramentas do relatório deste ano é o estudo spotlight , um inquérito a executivos dos 41 principais bancos de retalho no mundo, que demonstra que a banca de retalho está seriamente a analisar o potencial da internet e outros canais remotos: os principais bancos afirmam esperar realizar um terço das suas vendas fora dos balcões tradicionais até 2010.


A segmentação dos clientes em três categorias de padrões de utilização é uma nova característica do World Retail Banking Report para 2006, que destaca variações substanciais no preço que estes grupos de clientes pagam pelos serviços bancários, particularmente em mercados maduros e competitivos como o dos EUA. As três categorias estão tipicamente repartidas na base de clientes de um banco da seguinte forma: pouco activo (20% da base de cliente), activo (60%) e muito activo (20%).

Bertrand Lavayssière, Managing Director, Global Financial Services da Capgemini, comenta: “Várias tendências mantêm-se no relatório deste ano, incluindo o declínio dos preços nos EUA, provocado por um mercado altamente competitivo. Entretanto, iniciativas como o Single Euro Payments Area (SEPA) continuam a encorajar a convergência de preços na zona Euro. Nos países europeus fora da zona Euro - incluindo o Reino Unido - os bancos adoptaram uma abordagem ao pricing mais parecida com a dos EUA (por medida), em vez da abordagem “one-size fits all”, mais comum na zona Euro.”

Os preços na zona Euro variam o menos possível entre categorias de clientes, onde os utilizadores menos activos pagaram 2,1 vezes mais que os utilizadores muito activos (4,3 mais nos EUA e 4,6 na Ásia-Pacífico).

O preço pago pelos utilizadores muito activos teve uma queda média global de mais de 3%. Para os utilizadores muito activos dos países europeus fora da zona Euro, os preços diminuíram 4,1% entre 2005 e 2006, ao passo que nos países da zona euro a descida foi de 3,9%. No entanto, o preço anual ponderado dos serviços base foi de 84€ nos países fora da zona Euro, comparando com 73€ na zona Euro.

A maior alavanca para a queda no preço dos serviços bancários na zona Euro foi um corte profundo nos preços do online banking (-28%). Nos EUA, a redução nas comissões de débitos directos provocou uma diminuição de 27% nos preços dos meios de pagamento.

Na Ásia-Pacífico, fomentou-se um crescimento global de 3,4% nos preços de perfis locais para os utilizadores activos através de um aumento das comissões de gestão de conta, e na China começou-se a cobrar o serviço de online banking .

Apesar destas diferenças regionais, o relatório revela reduções significativas em vários canais e meios de pagamento, incluindo os débitos directos (-12%), call centres (-20%) e online banking (-23%). Os maiores aumentos verificaram-se em serviços tais como o cancelamento de pagamentos (+22% para os cheques e +16% para os cartões de débito).

O estudo também conclui que os clientes de retalho em todo o mundo compram cada vez mais produtos e serviços através de canais remotos, e cada vez menos nos balcões. Os Bancos contam realizar 33% das vendas pelos canais remotos até 2010 - em 2000 apenas realizaram 6%. A tendência é a mesma para todos os produtos, desde a simples conta corrente até produtos mais complexos como hipotecas e seguros.

Bertrand Lavayssière comenta: “Isto demonstra que existem excelentes condições de flexibilidade nos serviços ao cliente e abordagens multi-canal. Alguns bancos estão visivelmente a tentar redefinir as suas interacções com os clientes, direccionando-os para os canais automatizados para as operações comuns e reservando os balcões para os serviços mais avançados. Está a emergir um novo modelo de relacionamento com o cliente, o que significa que os bancos têm de repensar e reafirmar o seu modelo global de distribuição em volta de três pontos-chave: i) continuar a desenvolver ofertas competitivas de vendas e serviços remotos, ii) construir operações outbound com maior precisão à medida que se alavanca nos contactos inbound com clientes, e iii) adaptar os balcões para realizar “momentos de conta” e construir relacionamentos.”

Sobre o ING

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Sobre a EFMA

A Euopean Financial and Marketing Association (EFMA) é uma associação sem fins lucrativos cujos membros são exclusivamente bancos e organismos de serviços financeiros europeus. A EFMA procura promover a inovação nas comunidades bancária e financeira dinamizando debates fora do contexto de pressão da concorrência. Com um sólido conjunto de serviços de informação e através de reuniões e congressos, a EFMA facilita o diálogo entre os seus membros, criando um fórum para a identificação e análise das melhores práticas.

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