18/12/2006 - Capgemini alerta para a necessidade de uma nova abordagem na identificação e prevencão das ameaças à segurança pública

Está em: Imprensa

 

 

 

 

 

 

O relatório está disponível para consulta, em língua inglesa.

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O Livro Branco publicado pela consultora sublinha a importância da colaboração em estratégias de recolha de informação privada

 

Lisboa, 18 de Dezembro de 2006

De acordo com um Livro Branco publicado pela Capgemini, as estratégias de recolha de intelligence estão a ser travadas por sistemas de TI insuficientes. O relatório destaca que a intelligence e a colaboração são as nossas armas mais potentes na luta contra as ameaças globais e na preservação da nossa segurança pública. No entanto, o relatório revela que os governos e as agências de segurança pecam por não terem as ferramentas que lhes permitam maximizar do uso dessa mesma intelligence, em grande parte devido às lacunas na forma como é recolhida e partilhada a informação entre as diferentes organizações.

A segurança nacional está dependente de haver informação correcta, no local certo e à hora certa, conclui o mesmo relatório. No entanto, porque muitos dos sistemas utilizados pelos diferentes governos, agências e departamentos governamentais não estão interligados entre si, existem grandes barreiras a impedir que esta informação se transforme em intelligence.

Jaap Roos, Director na Capgemini, explica que “nenhum radar ou satélite consegue identificar duas pessoas que se encontram num local privado ou público para falarem sobre um acto terrorista. Por isso, não havendo fronteiras claras e nem linhas de combate ou objectivos, a informação é a nossa maior arma de defesa. Para combater ameaças à segurança, o ritmo de recolha da intelligence deve reflectir o ritmo a que estes ataques, nas suas várias formas, são planeados. Se queremos ganhar a batalha contra o terrorismo, os governos e as agências devem tornar-se cada vez mais ágeis, isto é assegurar que os sistemas com informação sobre os presumíveis terroristas podem comunicar e cruzar dados de forma rápida e eficiente.”

Um dos cenários descritos no Livro demonstra que a informação entre os vários governos e agências é apenas uma peça do puzzle. Elementos díspares dessa informação podem demonstrar que: 

  • A encontrou-se com B.
  • B teve uma conversa telefónica com C.
  • C está envolvido com D num acidente automóvel
  • A e D nasceram na mesma cidade
  • Impediram a passagem de C na fronteira porque tinha um visto falsificado.
  • B comprou uma arma de fogo.
  • D desapareceu durante dois anos no Afeganistão.
  • A e D comunicaram via e-mail com E, que é suspeito de ser terrorista.
  • A trabalha numa mina, de onde foram roubados explosivos.

 No entanto, se não existe cooperação entre as fontes desta informação, ela tenderá a parecer irrelevante ou a ser ignorada e consequentemente a não ser utilizada na prevenção de uma potencial ameaça.

Jaap Roos conclui que “a colaboração entre os sistemas utilizados por aqueles que se preocupam com a segurança nacional é a única maneira de maximizar a utilidade da informação e convertê-la em informação privada partilhada. O progresso nas novas tecnologias tem continuado a avançar mas o seu ritmo de absorção é demasiado lento para assegurar que conseguimos mitigar as ameaças que enfrentamos. Essas ameaças não dão sinais de esmorecimento e, quanto mais tempo demorarmos a avançar para esta convergência de informação, mais oportunidades oferecemos aos terroristas de ganharem vantagem. A grelha de informação privada é a abordagem da Capgemini no sentido de auxiliar o sector público na construção de uma arquitectura de colaboração, necessária ao combate e prevenção de ameaças à segurança. nacional.”

Governo Italiano: o exemplo desta abordagem.

O Ministério da Administração Interna italiano iniciou um projecto de smartcard biométrico com a Capgemini, no valor de 3 milhões de euros, com o objectivo de melhorar a segurança interna do país.

No início de um novo clima de ameaças globais à segurança, as autoridades italianas necessitavam de uma solução que possibilitasse um maior controlo sobre os visitantes que chegam a Itália. Tendo contratado a Capgemini para auxiliar neste projecto, a implementação de um smartcard e-residence para os visitantes teve início em Setembro de 2005 e entrou em funcionamento total após um período experimental de seis meses.

O Ministério da Administração Interna italiano será agora capaz de emitir um smartcard a cada visitante e de levar a cabo verificações pontuais para comprovar se o indivíduo que tem o smartcard é efectivamente o seu proprietário. A Polícia e os oficiais de fronteira levarão a cabo verificações de identidade, através do uso de equipamentos específicos que comparam a impressão digital de um indivíduo com a que consta do cartão.

O smartcard, também conhecido como licença e-residence está em conformidade com o Cartão de Identidade Electrónico italiano. Dados pessoais, duas impressões digitais e uma fotografia são armazenados no microchip e na banda óptica. O cartão está em conformidade com a norma ISO 7810.

De acordo com Jorge Martins, responsável do Sector Público na Capgemini Portugal “Este é um projecto exemplar, visto que é a primeira vez que um documento electrónico é distribuído por todo o país. Demorou apenas seis meses a entrar em funcionamento de forma, não só a que o retorno do investimento fosse imediato, mas a possibilitar uma rápida melhoria das condições de segurança interna.”

O projecto inclui toda a planificação, o desenvolvimento das infra-estruturas e os módulos de comunicação, que possibilitam a colaboração entre as entidades governamentais. Engloba, igualmente, o hardware e outros equipamentos e cria, em particular 1.000 postos de trabalho em esquadras de polícia equipadas com tecnologias de obtenção e verificação de impressões digitais, impressoras para entrega de PINs e camâras, bem como formação e funções de helpdesk.