- Press Releases
- Press Releases 2005
- 06/12/2005 - Fabricantes de Automóveis podem melhorar a sua performance conhecendo melhor o consumidor
- 29/11/2005 - Capgemini inaugura Centro de Software e Tecnologias Avançadas nas Astúrias
- 21/11/2005 - Aumento no preço da energia vai provocar consolidação dos mercados europeus
- 10/11/2005 - Capgemini e SAP fortalecem parceria com oferta dirigida a fornecedores de serviços de logística
- 21/09/2005 - A Capgemini recebe o prémio "Best Practices" da IDC relativo ao desenvolvimento e execução de estratégia de marca
- 27/07/2005 - Capgemini implementa solução de mobilidade na Compal
- 28/06/2005 - Capgemini tem novo responsável para as soluções SAP
- 23/06/2005 - Capgemini, HP e Intel juntos para ajudar as empresas de produtos de grande consumo a impulsionarem a performance de negócio
- 09/06/2005 - Níveis de Riqueza no Mundo crescem fortemente
- 25/05/2005 - Gestão Estratégica de Recursos Humanos em debate
- 16/05/2005 - Modernização no sector da saúde reduz custos operacionais
- 26/04/2005 - Capgemini coloca inovação no sector das Utilities ao serviço do consumidor
- 19/04/2005 - Retalhistas ganham vantagem com a sincronização global de dados
- 15/04/2005 - Capgemini e Ministério das Finanças Inglês premiados
- 11/04/2005 - Portugueses pagam menos pelos serviços bancários
- 06/04/2005 - Pedro Mota é o novo Principal de Outsourcing Services da Capgemini Portugal
- 29/03/2005 - Capgemini implementa sistema de mediação na Jazztel
- 10/03/2005 - e-Government em Portugal privilegia captação de receitas para o Estado
- 02/03/2005 - Capgemini oferece condições especiais aos associados da ANJE
- 14/02/2005 - Estudo revela que os Consumidores Europeus ainda têm dúvidas sobre o RFID
- 20/01/2005 - Sector energético estende aposta no Outsourcing com a Capgemini
- 04/01/2005 - João Ribeiro na Direcção da Capgemini
- Press Releases 2005
O relatório está disponível para consulta, em língua inglesa.
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A recente aceleração da actividade de fusões e aquisições nos mercados europeus de energia vai continuar no decorrer do próximo ano, tendo em conta que os preços continuam elevados e as empresas procuram compensar o decréscimo das quotas dos mercados domésticos. Esta é a principal conclusão da última edição do European Energy Markets Observatory (EEMO) da Capgemini, o qual chama a atenção para o facto de que a actividade de fusões e aquisições vai resultar em menos empresas energéticas na Europa e, consequentemente, menos escolha para as empresas e os consumidores domésticos.
O Observatório deste ano contém uma análise financeira pormenorizada, efectuada pela Capgemini e pela Société Générale Equity Research, das 11 empresas energéticas líderes na Europa. Esta análise conclui que as empresas estão em forte situação financeira e com posições sólidas para prosseguirem as actividades de fusões e aquisições.
Colette Lewiner, líder do sector global de Energy, Utilities and Chemicals da Capgemini, afirma que “Os maiores players tais como a E.ON e RWE estão a colher os benefícios dos programas de aumento de produtividade e têm as armas que precisam para fazer mais aquisições. Globalmente, a rentabilidade no sector também melhorou como resultado de um crescimento da procura e aumento dos preços grossistas e no retalho” .
O Observatório também concluiu que a segurança do fornecimento está a ficar em risco na Europa. Tem existido um decréscimo no nível de excedente operacional de geração, e pouco progresso na construção na interconexão e outros investimentos estruturais, em 2004. De igual modo importante é a evidência de que as empresas reduziram os seus principais investimentos em activos - o rácio de investimento sobre as receitas foi reduzido de 10,3% em 1998 para menos de 5,5% em 2004, enquanto que o rácio de custos de manutenção sobre as receitas desceu de 10% para 7% no mesmo espaço de tempo.
Philippe David, Director de Programa da Capgemini acrescenta: “No Observatório deste ano analisámos as consequências das graves condições atmosféricas, tais como a vaga de frio na Europa no início de 2005, e a falta de energia hidráulica em Espanha e Portugal. A segurança do fornecimento está ameaçada em condições atmosféricas extremas, podendo provocar “apagões”. Mais concretamente, a falta de chuva poderá ter um impacto significativo no equilíbrio entre a oferta e a procura de energia, e dessa forma, impulsionar os preços grossistas da energia para níveis elevados e insustentáveis.”
Existem soluções a curto-prazo. Nos próximos dois anos, a indústria deverá:
• Colocar em operação mais capacidade de geração, grande parte já em construção,
• Incentivar os clientes a reduzir a procura em períodos de pico,
• Melhorar os mecanismos de curto-prazo para fornecer energia de uma zona para outra,
• Aumentar a capacidade Europeia de interconexão de electricidade,
• Investir em novas redes de distribuição e melhorar os níveis de manutenção.
O Observatório também identifica soluções a longo-prazo, que são reconhecidas pela directiva europeia sobre a segurança do abastecimento. Para além da gestão do lado da procura, deverá existir um maior enfoque na re-introdução de programas nucleares em alguns países europeus ou uma possível revisão da política de phase-out nuclear noutros. A Finlândia e a França já começaram a investir na próxima geração de centrais de energia nuclear de Reactores Pressurizados (EPR).
O European Energy Markets Observatory conclui ainda que:
• Os direitos de emissão de CO 2 estão a ser transaccionados em mercados spot e aumentaram significativamente, de 5€/tonelada de carbono para cerca de 20€/tonelada em meados de 2005 - estes preços inesperadamente elevados terão um impacto positivo ou negativo nos resultados do operador, dependendo do seu portfolio de geração e das alocações de emissão.
• O aumento do preço do petróleo e do gás tiveram impacto nos preços grossistas da electricidade, os quais aumentaram em 13 a 20% entre o inverno 2003/04 e o inverno 2004/05 (um aumento médio de 13% nos preços considerados na Bolsa Alemã de Energia EEX, um aumento de 21% na Bolsa Francesa de Energia, Powernext). No entanto, estes aumentos de preço grossistas ainda não foram transferidos para os consumidores domésticos.
• O Reino Unido deixou de ser o terceiro país mais barato na Europa, para ser o terceiro mais caro nos 10 países onde os clientes podem mudar de fornecedor.
Lewiner conclui: “A concorrência, ou em alguns países a presença de tarifas reguladas, têm feito com que os fornecedores evitem transferir os aumentos nos preços grossistas para os clientes domésticos. Este relatório demonstra que, contrariamente ao que sustentam as simples teorias económicas da desregulamentação, a abertura do mercado de retalho em Julho de 2004 não resultou no decréscimo dos preços de retalho e ainda não despoletou uma significativa mudança por parte dos clientes. Isto demonstra que os mercados da electricidade e do gás são diferentes de qualquer outro mercado de bens de consumo corrente, sendo fortemente influenciados pelo planeamento a longo-prazo e pelos requisitos de investimento, assim como por factores políticos.”

