19/04/2005 - Retalhistas ganham vantagem com a sincronização global de dados

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O relatório está disponível para consulta, em língua inglesa.

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Aumentos nas vendas, reduções de custos e melhoria da produtividade são alguns dos benefícios já obtidos pelos retalhistas, de acordo com um estudo elaborado pela Capgemini e a Global Commerce Initiative.
 

A sincronização global dos dados - Global Data Synchronisation (GDS) - é mais do que uma visão de futuro. É uma prática existente, com tempos de adopção rápidos e produzindo benefícios mensuráveis para os retalhistas e para os fabricantes de produtos de consumo em todo o mundo. Esta é a principal conclusão de um relatório publicado pela Global Commerce Initiative (GCI) e pela Capgemini, intitulado ” GDS at Work in the Real World ”.

O relatório tem por base case studies de retalhistas e fabricantes, como a AEON, Albert Heijn, The Gillette Company, Johnson & Johnson, Procter & Gamble, Unilever e Wegmans, que demonstram os reais benefícios do GDS para o negócio:

•  O principal retalhista no Japão, AEON, reduziu os seus custos com a gestão de categorias em cerca de 2 milhões de dólares ao utilizar o GDS.

•  No retalhista holandês Albert Heijn, a melhoria na exactidão dos dados usando o GDS com quatro parceiros de negócio resultou num aumento de 30% na produtividade do seu departamento de gestão de dados.

•  Na Venezuela, a Gillette Company aumentou a sua produtividade no processamento de encomendas e eliminou discrepâncias nos dados mestre, ao alinhar as suas informações de produtos com as dos seus parceiros de negócio.

•  A Johnson & Johnson praticamente eliminou as deficiências de informação relacionadas com as situações de ruptura de stocks no Wal-Mart, nos Estados Unidos.

•  Na Guatemala, a Procter & Gamble e o retalhista La Fragua, aumentaram a exactidão das encomendas em 3%, apenas por passar a alinhar os produtos obsoletos nos seus respectivos sistemas.

•  A Unilever Colômbia reduziu significativamente as incoerências de dados e aumentou a velocidade de colocação de novos itens no mercado, ao alinhar a informação de produto com os seus parceiros de negócio.

•  O retalhista americano Wegmans aumentou as vendas nas lojas ao reduzir em duas semanas a velocidade de colocação de novos itens no mercado.

O GDS está rapidamente a tornar-se um imperativo estratégico para muitos fabricantes e retalhistas ,” declarou Nigel Bagley, responsável pelo Customer eBusiness na Unilever e co-Presidente do Programa de Implementação do GDS na GCI. ” Os early adopters sabem que o GDS é necessário para ter uma base sólida para o futuro comércio colaborativo, e estão a obter benefícios substanciais com a implementação do GDS .”

Ruud Van der Pluijm, Vice-presidente do B2B e-Commerce na Royal Ahold, e Co-Presidente do Programa de Implementação do GDS da GCI comentou que este novo relatório demonstra que o GDS deixou de ser um mero conceito. ” Os case studies deste relatório comprovam que o GDS é uma realidade. Já não é necessário referir os benefícios de negócio ‘projectados’ ” diz Van der Pluijm. “Mais importante ainda, os casos reais de implementação estão a provar que o GDS traz os benefícios prometidos .”

O relatório inclui um modelo de Key Performance Indicators - KPIs (indicadores de desempenho chave) de GDS, desenhado para ser um framework em que os parceiros de negócio podem começar a medir os benefícios de negócio alcançados. O modelo identifica os KPIs relevantes quer para os retalhistas quer para os fabricantes, desenhados de forma a permitir medir as melhorias internas ao nível dos negócios. ” O modelo também identifica alguns KPIs colaborativos, relevantes para medir a performance colaborativa entre retalhista e fabricante ,” diz Kees Jacobs, Principal Consultant da prática internacional “Manufacturing, Retail and Distribution” da Capgemini. ” Estes KPIs colaborativos podem ajudar a gerir e melhorar a colaboração no negócio .”

Cada case study do relatório realça o factor de negócio que desencadeou a decisão da empresa em implementar o GDS, o que a empresa fez e os resultados obtidos, bem como os principais ensinamentos e factores críticos de sucesso. ” Existe um elemento comum em todos estes case studies ,” diz Simon Glass, Senior Program Manager do Global Value Chain da Gillette, “a s empresas que estão a adoptar o GDS com sucesso entendem que a informação de produto deve ser gerida como um activo da empresa.”

 

Sobre a Global Commerce Initiative (GCI)

A Global Commerce Initiative (GCI) foi criada em Outubro de 1999 como uma plataforma voluntária. O seu objectivo é de melhorar a performance da cadeia de abastecimento internacional para os produtos de consumo, pelo desenvolvimento colaborativo das melhores práticas e pela implementação de standards globais recomendados.

É uma rede criada pelas empresas que dela são membros, e pelos patrocinadores, de forma a simplificar o comércio global e interligar as cadeias de valor, e a melhorar o valor para o consumidor.

A GCI opera através de um Conselho Executivo composto por representantes sénior de mais de 45 empresas escolhidas equitativamente entre fabricantes e retalhistas, com negócios transcontinentais ou que possuem cadeias de abastecimento globais. Opera sob o patrocínio de dez organizações - Iniciativas ECR regionais e VICS, seis associações de comércio (AIM, CIES, GMA, FMI, NACDS e RILA) e as organizações standard GS1 e GS1 US - representando mais de um milhão de empresas no mundo.

Para mais informação sobre a Global Commerce Initiative: www.gci-net.org .