13/01/2004 - Capgemini Portugal desenha o modelo da Comunidade Urbana do Vale do Sousa

Está em: Imprensa

A consultora foi escolhida pela Associação de Municípios do Vale do Sousa para delinear as principais linhas de orientação do modelo de funcionamento futuro da Comunidade Urbana, bem como para definir um mapa de implementação e prioridades.
 

A Associação de Municípios do Vale do Sousa, em representação dos seis municípios que a constituem, seleccionou a Capgemini Portugal para a assistir na preparação da constituição da futura Comunidade Urbana (ComUrb), nomeadamente na definição do primeiro cenário de transferência de atribuições/competências.

Este modelo de organização territorial, a ComUrb, foi tema no ciclo de conferências “Áreas Metropolitanas e Comunidades Intermunicipais”, dia 9 de Janeiro em Celorico de Basto, contando com a presença de Miguel Relvas, Secretário de Estado da Administração Local; Paulo Morgado, Administrador Delegado da Capgemini; Albertino Teixeira Mota e Silva, Presidente da Câmara de Celorico de Basto e Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da Assembleia Municipal de Celorico de Basto.

As ComUrbs enquadram-se num conjunto de 4 possíveis modelos de Organização e de Governo Territorial: Grandes Áreas Metropolitanas; Comunidades Urbanas; Comunidades Intermunicipais de Fins Gerais e Associações de Municípios de Fins Específicos. Os referidos modelos têm como principal objectivo reforçar a aproximação da Administração Pública dos Cidadãos, melhorando por consequência a eficiência, eficácia e economia na gestão dos recursos regionais e municipais.

O trabalho da Capgemini neste projecto consistiu na definição das competências que a ComUrb do Vale do Sousa deverá assumir, derivadas de transferências de tais competências dos Municípios. Este projecto teve como principais objectivos:


1 . Compreender os desafios organizacionais, políticos e económicos que levanta um processo de criação de uma ComUrb e sistematizar os benefícios daí decorrentes – explicita-se, assim, as dificuldades a superar, o que se ganha e o que se perde.

2 . Conferir à criação da ComUrb um caracter estratégico e não meramente administrativo – explicita-se, assim, a razão de ser de uma ComUrb.

3 . Formalizar um plano de trabalhos que assegure o comprometimento de todos os intervenientes envolvidos e a minimização dos tempos de implementação da ComUrb – explicita-se, assim, um plano de trabalhos concreto e detalhado.

4 . Dotar as Assembleias Municipais intervenientes de uma base objectiva de fundamentação e suporte na decisão de adesão à futura ComUrb.


De acordo com Paulo Morgado, Administrador Delegado da Capgemini, “o apoio da Capgemini ao projecto das Comunidades Urbanas do Vale do Sousa tem especial importância, primeiro por se tratar de um projecto pioneiro em Portugal, segundo porque revela um claro interesse na adopção de um modelo eficaz de gestão e com resultados directos para a população e, por fim, porque vem reforçar a mais valia que a Capgemini consegue dar ao sector público, através dos seus trabalhos de consultoria”. O mesmo responsável acrescenta ainda que “é fundamental garantir que os novos modelos de gestão local sejam o mais eficazes possíveis, para evitar as assimetrias e para dinamizar as diferentes regiões. O forte envolvimento dos autarcas no processo de decisão sobre as atribuições a transferir foi decisivo para o sucesso deste projecto”.