- Press Releases
- Press Releases 2003
- 23/12/2003 - Desregulamentação do sector energético está numa encruzilhada de confiança
- 16/12/2003 - Cap Gemini Ernst & Young assina contrato de 4,3 mil milhões de Euros com o Governo Inglês
- 04/12/2003 - Paulo Morgado assume direcção da Cap Gemini Ernst & Young Portugal
- 20/11/2003 - Estudo sobre o Sector Automóvel da Cap Gemini Ernst & Young revela que esta Indústria não satisfaz as necessidades dos clientes
- 17/11/2003 - Estudo de Energia da Cap Gemini Ernst & Young revela que preços da energia continuam a flutuar
- 22/10/2003 - Cap Gemini Ernst & Young elabora estudo com sugestões para o sucesso dos serviços multimédia da rede móvel
- 20/10/2003 - Maria Conceição Isaac é a nova responsável pela área de Content Management da Cap Gemini Ernst & Young Portugal
- 08/10/2003 - Cap Gemini Ernst & Young revela que o Wi-Fi veio para ficar
- 22/09/2003 - Cap Gemini Ernst & Young Portugal e Connexn Technologies Desenvolvem Serviços Cost & Revenue Assurance
- 08/09/2003 - SATA investe no atendimento a clientes
- 23/07/2003 - Cap Gemini Ernst & Young Portugal lança serviço adVANTAGE for SAP TM
- 25/06/2003 - Mobilitec e Cap Gemini Ernst & Young juntam forças para fornecer serviços de conteúdos móveis a Operadores
- 11/06/2003 - Um terço da riqueza mundial está concentrada na Europa
- 06/06/2003 - Cap Gemini Ernst & Young Portugal lança IT Cost Reduction
- 15/05/2003 - Cap Gemini Ernst & Young Portugal e SoloMio desenvolvem Serviços Smart Call em Portugal
- 09/05/2003 - Mercado único europeu ainda não é uma realidade no sector energético
- 10/04/2003 - Cap Gemini Ernst & Young lança Portal Express em parceria com a IBM
- 03/04/2003 - Cap Gemini Ernst & Young, Siebel e HP estabelecem parceria para o sector industrial
- 01/04/2003 - Cap Gemini Ernst & Young, Microsoft e Siebel combinam esforços para reduzir custos de investimento das empresas portuguesas em TI
- 25/03/2003 - Cap Gemini Ernst & Young Portugal agiliza recuperação de crédito no sector das Telecomunicações
- 26/02/2003 - Cap Gemini Ernst & Young e Telcordia fornecem soluções integradas de OSS
- 06/02/2003 - eGovernment mais adiantado para as empresas do que para os cidadãos
- 29/01/2003 - Cap Gemini Ernst & Young Portugal lança Technology Direct
- 13/01/2003 - Países europeus consideram serviços logísticos um factor crítico de sucesso
- Press Releases 2003
O estudo elaborado pela consultora, dirigido aos operadores, aponta como
soluções-chave a redução de preços dos terminais, a simplificação dos planos
tarifários e melhoria da apresentação dos serviços aos clientes. O resultado
será, segundo a CGE&Y, a adesão de um maior número de utilizadores aos
serviços multimédia da rede
móvel.
O Laboratório C4 da CGE&Y- uma rede global de consultores de estratégia de negócio, dedicada à análise das tendências e evolução da indústria de telecomunicações e media, desenvolveu um estudo sobre os actuais desafios do mercado móvel na Europa e nos Estados Unidos e avaliou propostas dos operadores no campo dos serviços de multimédia. O estudo aponta as principais acções que os operadores devem ter em conta, de forma a conquistar os consumidores para a utilização dos serviços multimédia e a eliminar as barreiras existentes à vulgarização destes mesmos serviços.
O trabalho sugere aos operadores quatro linhas de acção essenciais: redução dos custos dos novos terminais, simplificação dos modelos de taxação (por evento, por volume de dados e por tarifa plana), diminuição de custo dos serviços e a permissão de uma experiência multimédia única ao cliente.
A razão essencial que levou a CGE&Y a delinear uma estratégia neste sentido é que os rendimentos dos serviços de dados continuam a estar aquém das expectativas do mercado; os rendimentos destes serviços, embora representem já 12 a 15% da receita média por cliente (ARPU) dos operadores da Europa Ocidental, a maioria desses rendimentos, 85%, deve-se ao serviço de mensagens escritas (SMS).
De acordo com Edgardo Sobral, Vice President da Cap Gemini Ernst & Young Portugal, “este estudo é extremamente oportuno e decerto útil para os operadores. As conclusões a que chegaram os nossos especialistas não se afastam do senso comum de todos os que acompanham esta indústria, mas definem com grande clareza, as grandes linhas de acção a seguir para a expansão do negócio assente em conteúdos multimédia. A generalidade dos operadores e dos fabricantes de tecnologia já fizeram investimentos significativos para a divulgação deste tipo de serviços contudo, não foram ainda capazes de adaptar a oferta à expectativa gerada. Todos sabemos que o futuro passa por este tipo de serviços, pelo que estou sinceramente convencido de que este estudo é um contributo importante para aproximar e fidelizar o mercado.”
Estratégia
de desenvolvimento dos serviços móveis
A adopção pelo mercado do GPRS e
dos novos serviços multimédia que esta tecnologia permite, tal como o i-mode e
as mensagens multimédia (MMS), tem sido lenta. A chegada de serviços centrados
no MMS veio acelerar a aquisição pelos subscritores dos serviços móveis, mas
apenas durante o período da experimentação gratuita e de descontos na compra dos
telemóveis. Após o período de euforia as taxas de aquisição abrandaram e o ritmo
de crescimento e utilização caiu.
Segundo este estudo, existem quatro factores fulcrais que fazem frente ao desafio dos operadores, em encorajar os consumidores a optarem por novos serviços e a acelerar a adopção dos serviços multimédia:
1. Reduzir o
preço dos novos terminais
O custo elevado dos terminais multimédia (cerca
de três a quatro vezes mais do que os telemóveis normais) funciona habitualmente
como uma barreira à compra. Os operadores são, assim, obrigados a continuar a
oferecer grandes descontos em telemóveis, caso contrário torna-se complicado
atingir o lucro com os serviços multimédia. Uma estratégia mais robusta para os
operadores é oferecerem subsídios apenas para clientes de grande valor que são
possíveis utilizadores frequentes dos novos serviços.
2. Simplificar
os modelos de taxação
A indústria ainda não descobriu qual a melhor forma
de taxar os serviços de dados. Os operadores utilizam uma variedade de modelos
de taxação para os novos serviços. As formas de facturação utilizadas para o
acesso (por exemplo GPRS) e para os serviços (por exemplo MMS) podem ter em
conta o evento, o volume de dados, o minuto, a tarifa plana, tal como as
subscrições ou os pacotes de serviço. Esta complexidade dos planos de tarifas
e
opções criam uma confusão excessiva nos consumidores. A simplificação dos custos
é a chave para aumentar a compreensão dos consumidores quanto aos novos
serviços. Um dos casos focados é o da Virgin Mobile, que entrou no mercado do
Reino Unido em 1999. A simplicidade foi o core da proposta deste grupo - uma
tarifa, sem custos de subscrição, sem contrato - que teve um sucesso inigualável
no país.
Para cada serviço, o modelo de taxação deve ajudar a simplificar e encorajar a utilização:
- Por evento (exemplo: por MMS ou pelo download de um jogo)
Este modelo é mais adequado a novos serviços no mercado, porque é intuitivo e previsível para os consumidores. É também de baixo custo e sem um mecanismo de “bloqueio” para os utilizadores experimentarem novos serviços na sua própria casa. - Por volume de
dados (por kilobyte)
Este modelo é o mais utilizado para o acesso GPRS e i-mode e é talvez o mecanismo mais justo para taxar o uso das potencialidades da rede. Apesar disso, o consumidor final apresenta alguma resistência a esta forma de facturação, porque é difícil prever de forma intuitiva o total de custos de uma sessão de utilização do browser ou do download de um ficheiro. Além disso, muitos operadores não estão ainda em condições de distinguir entre o simples browsing (navegação na Web) e o download, o que significa que os utilizadores podem ser duplamente taxados pela navegação e pelo download. Uma das formas de resolver este problema pode ser por exemplo, através de marketing educacional para os consumidores que relacione o volume de dados de um “evento” como seja a navegação numa página da Internet ou o download de uma imagem.
· Tarifa Plana
Esta é uma possibilidade para os operadores atingirem um modelo simples de taxação, combinando o acesso e os custos dos serviços numa única tarifa, semelhante ao que existe em alguns países para o acesso ADSL. Isto iria permitir aos operadores móveis deslocar as atenções dos consumidores da tentativa de perceber tarifas complicadas para a efectiva utilização e para o apreciar dos serviços multimédia. No entanto, dificilmente se prevê que muitos operadores venham a adoptar um modelo de “acesso puro” na sua pré-disposição de reter um elevado controlo de todos os serviços.
3. Diminuir o
custo dos serviços
Há um espaço substancial para reduzir o preço dos
serviços multimédia. Do ponto de vista de um operador Europeu, o MMS é 7 a 11
vezes mais rentável do que os serviços de voz. Em comparação, os preços
reduzidos da “Schamail”, as mensagens de imagem no Japão (0.04-0.14 euros)
permitem à J-Phone ser o líder no mercado do MMS, com uma penetração de
telemóveis com câmara acima dos 61%. Alguns operadores estão a utilizar
descontos nos serviços de voz para atrair os utilizadores para serviços
avançados. De qualquer forma, os consultores da CGE&Y consideram que há uma
certa desvalorização dos serviços de voz ao estarem numa estratégia extremamente
arriscada, uma vez que este serviço irá em principio continuar a ser a maior
fonte de rendimento nos próximos anos.
4. Permitir uma
experiência multimédia única ao cliente
Limitações nos sistemas de
back-end são habitualmente as principais razões que estão na base dos operadores
não conseguirem lançar novos serviços de maneira uniforme, isto é, tanto para
clientes pré-pagos como para clientes pós-pagos. Os dois grupos de utilizadores
são frequentemente geridos através de sistemas de back-end separados e nem todos
os mecanismos de taxação permitem o carregamento em tempo real ou o controlo
necessário e a autorização para a entrega de conteúdos para os clientes
pré-pagos.
De acordo com o seu perfil social, a idade, os interesses culturais e a sua familiaridade com a Internet, os clientes pré-pagos estão, habitualmente mais habilitados para os novos serviços multimédia. Serviços tais como o GPRS, o MMS e o i-mode não são geralmente oferecidos a estes clientes. Por exemplo, no Reino Unido, só a Orange e a Vodafone disponibilizam serviços multimédia similares para utilizadores pré-pagos. Quanto ao i-mode, nem a Bouygues Telecom, em França, ou a E-Plus, na Alemanha, lançaram o serviço para estes clientes.
Mas um desafio ainda maior para os operadores é converter os “subscritores” em “utilizadores activos”. Num exemplo recente, apenas 12 em cada 100 novos membros de um serviço comunitário de um operador móvel Europeu, se tornavam utilizadores activos 5 meses após a subscrição. A chave passa por assegurar a experiência correcta em serviços móveis multimédia - primeiro atrair os utilizadores e depois encorajar o uso. A experiência do utilizador engloba os diversos pontos de interacção num todo - de ganhar a consciência inicial do serviço, a comprá-lo e a utilizá-lo. Cada um destes pontos de interacção implica um custo para o operador e um benefício reconhecido pelo utilizador.
É necessário fazer um esforço concertado para educar e treinar os clientes a terem uma utilização sustentada, o que implica redesenhar a aproximação de vendas. A sugestão passa por um aumento das demonstrações nos pontos de venda, de forma a encorajar os clientes a experimentar e comunicar os benefícios dos serviços em vez das características tecnológicas; simplificar os procedimentos e a experiência de utilização; redesenhar o apoio a clientes para providenciar um diagnóstico eficiente e um aconselhamento por peritos; e, finalmente, gerar o incentivo, de forma a encorajar o recurso à utilização dos serviços.
Esta nova
aproximação pode ser vista na Orange do Reino Unido, com a campanha actual
“Orange Fair” que promove uma equipa de 1850 consultores em telemóveis dentro
das lojas. A iniciativa foi uma alerta da Orange que acredita que os seus
clientes não gastavam o suficiente - por exemplo dos 5.5 milhões de clientes
permitidos para o WAP apenas 1 milhão utilizava realmente o serviço.
Algumas
destas acções podem ser atingidas de imediato, enquanto que outras,
especialmente as que envolvem a permissão das infra-estruturas de TI e dos
processos de negócio, podem demorar entre 6 a 18 meses. Operadores que pretendam
entrar massivamente no mercado mais cedo têm a oportunidade de traçar o caminho
da evolução para os serviços multimédia.
