23/09/2002 - Empresas recorrem cada vez mais ao outsourcing

Está em: Imprensa

Sempre atenta às actividades empresariais e à oscilação dos mercados, a Cap Gemini Ernst & Young, em parceria com a IDC, acaba de lançar um estudo que revela o peso crescente do Transformational Outsourcing na estratégia de gestão das empresas.
 

A Cap Gemini Ernst & Young e a IDC apresentaram hoje os resultados de um inquérito internacional, efectuado a 65 Executivos de Topo, sobre o peso do outsourcing na estratégia de gestão das suas empresas. O estudo conclui que o recurso ao Transformational Outsourcing permite às empresas tornarem a sua estrutura mais flexível, e portanto mais adequada às necessidades do mercado, para além de garantir um maior enfoque no respectivo core business.

Os principais resultados do inquérito indicam que:

  • 88% das empresas inquiridas recorreram ao outsourcing para colmatar certas funções-chave de negócio ou de TI nos últimos 5 anos;
  • 80% tencionam manter ou aumentar o capital afecto a despesas de outsourcing nos próximos 3 anos;
  • Das empresas com elevados níveis de outsourcing, 67% consideram que os sectores em que actuam são altamente voláteis;
  • 42% investiram mais em outsourcing nos últimos 5 anos, sendo que 60% fizeram-no para se concentrar no core business da sua empresa e 45% fizeram-no para se tornarem mais adaptáveis e flexíveis, para responder às mudanças do mercado.
  • As empresas nos sectores considerados como altamente voláteis gastam em média o dobro das outras empresas.

Segundo Yves Le Gelard, líder do Global Outsourcing da Cap Gemini Ernst & Young, “estas conclusões constituem provas concretas de uma tendência que já tínhamos identificado. Na procura de mais agilidade e maior capacidade de resposta, empresas de todos os tipos têm projectos de outsourcing muito mais ambiciosos. Todos os inquiridos concordam que a volatilidade chegou para ficar. Esta volatilidade permanente acarreta novas oportunidades sem precedentes para as empresas capazes de responder com maior eficácia, e o Transformational Outsourcing é a chave do sucesso”.

Segundo este estudo, 79% dos inquiridos declararam que o outsourcing é a solução para transformar o negócio. Os líderes de negócio procuram o Transformational Outsourcing para serem mais rápidos e mais adaptáveis.

O peso do outsourcing na estratégia das empresas varia conforme a volatilidade do mercado em que estão enquadradas, sendo esta excepcional em sectores como os Serviços Financeiros, Energia & Utilities e Telecomunicações. Muitos dos pioneiros em estratégia de Transformational Outsourcing vêm destes sectores.

O inquérito revelou que as áreas mais sujeitas a outsourcing são: as aplicações 53%, as infra-estruturas 48%, o processamento de salários 38%, o service desk de TI 35%, e a logística 25%. Existe ainda uma fatia de 22% dos inquiridos que fazem outsourcing de todos os requisitos tecnológicos da empresa.

Apesar da tendência internacional revelada pelo estudo, em Portugal a redução de custos ainda é o principal factor que determina a decisão pelo outsourcing. Contudo é crescente a procura por benefícios aliados ao aumento de flexibilidade e rapidez na adaptação às novas necessidades de negócio” declarou Samuel Tuati, Vice-President da Cap Gemini Ernst & Young Portugal.

Outras das principais conclusões do estudo internacional indicam que:

  • A redução de custos não é o único (nem o mais importante) requisito dos gestores quando confrontados com uma proposta de outsourcing. Na realidade, o enfoque no core business é a primeira prioridade.
  • Se os custos são neutros, a possibilidade de levar a cabo a transformação de negócio através do outsourcing também é um objectivo essencial.
  • Ainda que o outsourcing de TI seja o segmento mais importante, o outsourcing de processos de negócio (BPO - Business Processs Outsourcing) tem o crescimento mais acentuado.

Factos sobre o inquérito
A Cap Gemini Ernst & Young solicitou à IDC que realizasse entrevistas com 65 Executivos de Topo de empresas, na Europa e América do Norte, com mais de mil milhões de dólares de receitas em todos os principais sectores de actividade.