- Press Releases
- Press Releases 2001
- 28/11/2001 - Cap Gemini Ernst & Young patrocina Odisseia nas Comunicações
- 21/11/2001 - Cap Gemini Ernst & Young implementa SAP R/3 na Prosonic
- 15/11/2001 - Cap Gemini Ernst & Young parceira da Siebel Systems em aliança estratégica global
- 08/10/2001 - Cap Gemini Ernst & Young patrocina Directions'2001 da IDC Portugal
- 02/10/2001 - Estratégia das empresas do sector financeiro ditada por clientes cada vez mais poderosos e exigentes
- 07/09/2001 - Empresas Europeias apostam cada vez mais no CRM
- 20/08/2001 - Modelo de negócio, Parcerias, Qualidade dos Serviços e Tecnologia são os factores determinantes para a Televisão Interactiva
- 30/07/2001 - Confirmação dos resultados provisórios do primeiro semestre de 2001
- 01/06/2001 - Cap Gemini Ernst & Young patrocina MCOMMERCE FORUM 2001
- 25/05/2001 - Consumidores querem rapidez de acesso e preços competitivos na utilização de plataformas On-Line
- 21/05/2001 - Cramer junta-se à Cap Gemini Ernst & Young para rápido Provisioning de Serviços de Backbone e xDSL a empresas de Telecomunicações
- 19/04/2001 - CEOs de todo o mundo afirmam que o acesso em banda larga e a competição feroz estão a redefinir os negócios
- 06/04/2001 - Retalhistas europeus não estão preparados para o Euro
- 26/03/2001 - iPIN e Cap Gemini Ernst & Young fornecem soluções globais de e-Payment
- 20/02/2001 - Cap Gemini Ernst & Young implementa solução de "billing" de voz e dados da próxima geração na Deutsche Landtel
- 05/02/2001 - Constructeo associa-se à Commerce One e à Microsoft para desenvolver marketplace do sector da construção
- 30/01/2001 - Cap Gemini Ernst & Young cresce 60,5%
- 11/01/2001 - Estudo revela necessidades das empresas em eLOGÍSTICA
- Press Releases 2001
Um estudo global desenvolvido pela Ernst & Young e pela Cap Gemini Ernst & Young prevê que as empresas que reconhecem a mudança e assumem os riscos necessários irão dominar o mercado
O acesso digital em banda larga e a feroz competição nas comunicações, no entretenimento e nas novas tecnologias estão a operar uma transformação total nos modelos de negócio actuais. De acordo com o Business Redefined: Connecting Content, Applications, and Customers, um estudo global divulgado hoje pelas empresas Ernst & Young e Cap Gemini Ernst & Young, baseado em 128 entrevistas a executivos e CEOs (chief executive officers) e na análise da informação proveniente de mais de 100 fontes de todo o mundo, os próximos anos serão marcados por incerteza e reestruturação nas indústrias de comunicações e entretenimento, bem como nas tecnologias produtoras destas novas indústrias, com as empresas de sucesso a tirarem partido das oportunidades sem precedentes criadas por este ambiente de mudança.
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Cerca de dois terços dos CEOs entrevistados neste estudo citaram a rede de banda larga como o factor imediato de maior influência, na forma como os clientes irão sentir o entretenimento e as comunicações e utilizar a tecnologia, nos anos mais próximos. “A rede de banda larga será a maré que irá fazer subir todos os navios,”anuncia um dos CEO, resumindo o sentimento existente.
O estudo evidenciou também o ambiente competitivo em que os executivos estão envolvidos. Muitos factores se combinaram para despoletar o grande aumento da concorrência, nomeadamente a globalização dos mercados, a desregulamentação, os ciclos de vida dos produtos cada vez mais reduzidos e as novas tecnologias que facilitam a entrada às start-ups e aos concorrentes já estabelecidos noutras indústrias. Como disse um dos CEOs, “o cliente deixará de estar preso exclusivamente a um provider. O ambiente de concorrência estabeleceu-se finalmente.” Esta intensidade de competição sem precedentes está a impulsionar um rápido desenvolvimento de novos modelos de negócio e a fazer proliferar novos canais de distribuição de informação e entretenimento.
“O estudo Business Redefined apresenta uma visão única do futuro das comunicações, entretenimento e indústria das novas tecnologias segundo o prisma dos CEOs que lideram estas indústrias,” afirma Stephen E. Almassy, vice presidente da Technology, Communications, and Entertainment da Ernst & Young. “Das impressões trocadas entre nós e do feedback que obtemos dos CEOs sabemos que muitas empresas estão agora a adoptar as medidas decisivas necessárias à exploração de novas oportunidades na criação de conteúdos e de pacotes e na distribuição, bem como em serviços de redes de valor acrescentado.”
Mudança e abundância de oportunidades
O estudo aponta para profundas mudanças tanto no comportamento do consumidor como na produção e distribuição de conteúdos, quer o conteúdo em causa sejam filmes, notícias, software, ou business applications. Estas mudanças são grandemente precipitadas pela disponibilidade de acesso a redes em banda larga, desde DSL e velocidades wireless 3G até às conexões directas de fibra óptica. De acordo com a Business Redefined, os lares actualmente ligados por acesso de banda larga consomem cerca de mais 20% de tempo de entretenimento que os lares sem acesso de alta velocidade. “A banda larga está devorar a tecnologia. Com as vantagens da banda larga você comerá mais,”ironiza um CEO. Este aumento confirma a previsão do estudo de que, após anos de atrasos, a rápida disponibilização das conexões em banda larga está finalmente a acontecer. Conforme afirma um dos CEOs, “a banda larga estará em todo o lado, disponível, fiável e a um preço acessível.”
O aumento do consumo no lar representa, no entanto, apenas parte do acréscimo na procura de conteúdos e serviços. De acordo com a pesquisa desenvolvida no estudo, prevê-se que por volta de 2004 aproximadamente 80% das grandes empresas, comparadas com 65% hoje, terão conexões em fibra nos seus edifícios. Até as empresas de média dimensão, entre 100 e 499 empregados, estão na mesma via: espera-se que, por volta de 2004, 54% tenha acessos por fibra óptica, contra os actuais 35%.
Ainda de acordo com o “Business Redefined “virtualmente tudo está a mudar: modelos de negócio, canais de distribuição, aceitação no mercado e preços,” afirma Alexandre Haeffner, CEO da Telecom Media Networks, unidade especializada da Cap Gemini Ernst & Young. “Estas oportunidades não têm precedentes. O grande desafio para os CEOs será reconhecer as oportunidades e aceitar o risco da sua exploração.”
Este relatório atesta igualmente que a nova e feroz concorrência, já prevista num anterior estudo de 1999, chegou finalmente. Este facto alimenta as preocupações e as incertezas crescentes dos CEOs em relação ao futuro. Por exemplo:
- O operador de rede principal de Hong Kong perdeu 39 pontos percentuais de quota de mercado nos últimos cinco anos;
- O operador principal de Austrália perdeu 33 pontos percentuais durante igual período;
- Os operadores principais do Reino Unido e do Estado de Nova Iorque sofreram perdas de 13 pontos percentuais cada;
- No entretenimento, de Outubro de 1998 a Julho de 2000, as associações industriais intentaram grandes processos judiciais contra novos concorrentes que ameaçaram os seus modelos de negócio tradicionais nesta indústria.
De entre as maiores revelações e previsões deste estudo salienta-se:
- A explosão do acesso digital de banda larga traduz-se em múltiplas novas oportunidades de receita para os produtores de conteúdos, criadores de entretenimento, notícias, software e business applications. De acordo com as reflexões de um CEO, “a tecnologia irá, fundamentalmente, redesenhar a forma como os conteúdos poderão ser distribuídos e armazenados”. Os produtores de conteúdos que quiserem capitalizar sobre as novas oportunidades aplicarão novas abordagens criativas à publicidade e tirarão o máximo partido da conjugação de geradores de receitas, incluindo subscrição de conteúdos, pay-per-use, pagamentos durante ocasiões específicas, conteúdos móveis e digitalização de conteúdos existentes.
- A publicidade online encontra-se actualmente numa espécie de purgatório, e os CEOs entrevistados exprimiram a sua frustração pelo facto de ainda não estar nem perto do prometido. No entanto, estes estão, de um modo geral, optimistas pelas perspectivas deste tipo de publicidade a longo prazo. “A publicidade no mundo digital será bastante mais eficaz. Os consumidores poderão escolher entre continuar anónimos e receber conteúdos em troca de prémios ou fornecer informações pessoais e receber os conteúdos de forma personalizada,” prevê um CEO.
- A investigação efectuada neste estudo comprova o optimismo dos CEOs no que respeita às perspectivas da publicidade a longo prazo. Contudo, desta vez, as despesas serão das empresas tradicionais e não das dot-com.
- A concorrência feroz está a forçar os produtores de conteúdos a reexaminar os seus negócios à luz das novas oportunidades de negócios. Os produtores de conteúdos que têm vindo a distribuir os mesmos, gratuitamente ou a preços tradicionais, migrarão rapidamente para outros modelos, tais como subscrições, pagamentos per-transaction ou ainda segundo ocasiões específicas. “O futuro dos conteúdos estará no acesso on demand e não na posse do meio físico,” indica um dos CEO entrevistados.
- Os Content Packagers revelaram-se como ponto crucial de criação de valor. Um novo modelo de negócio poderoso baseado na Internet expandiu-se para o mundo offline. O termo Content Packager foi criado durante o estudo original, há 18 meses, para descrever um modelo de negócio baseado na Internet, no qual um intermediário electrónico ajuda pessoas a encontrar o que procuram cruzando o conhecimento adquirido sobre o cliente com os seus conhecimentos da informação e aplicações. Nesta nova geração de Content Packager off-line incluem-se empresas de cabo e satélite que introduzem conteúdos on demand, fabricantes de set-top boxes que permitem que os espectadores definam o conteúdo pretendido e rejeitem os programas e a publicidade que não querem, e trocas online para negócios e consumidores. O estudo identifica ainda application service providers (ASPs), que estão preparados para redefinir a oferta de um novo tipo de business application, como potenciais Content Packagers.
- Operadores de redes têm finalmente de apostar nos serviços. Os operadores de redes, com o seu negócio principal em perigo terão de diversificar para serviços de valor acrescentado de forma a conseguirem sobreviver. As receitas relativas à transmissão de dados revelam um crescimento anual de 18%, mas essa taxa de crescimento está a começar a abrandar e os preços estão a cair tão rapidamente que as receitas dos investimentos dos operadores de rede estão a decrescer. Por outro lado, alguns CEOs observaram que é expectável um crescimento médio nas receitas emergentes dos serviços de comunicações da ordem dos 68% ao ano nos próximos quatro anos. Sendo o crescimento das receitas dos investimentos nas network-based applications e empresas de serviços na ordem de 20 a 80 vezes comparado com o crescimento dos network operators na ordem de duas a quatro vezes, os CEOs consideram crucial a mudança da criação das infra-estruturas para os serviços.
- Quatro desafios de implementação guardam as portas do sucesso da empresa. Ganhar a guerra do talento, construir uma organização ágil, focalizar-se no cliente e melhorar sistemas de apoio operacionais constituem os desafios universais partilhados pelos CEOs nas comunicações, entretenimento e sectores da indústria das novas tecnologias. Mais de 40% dos CEOs consultados classificaram o lançamento de novos serviços ou a extensão das ofertas existentes entre os seus maiores desafios de implementação, tendo 32% referido a necessidade de recrutamento do talento certo como uma prioridade. “A maior falha da nossa indústria é ignorar o cliente,” afirmou um CEO.
Sobre o Business Redefined
Business Redefined: Connecting Content, Applications, and Customers é um estudo global realizado pela Ernst & Young e Cap Gemini Ernst & Young sobre os assuntos principais da indústria e sobre a previsão do futuro feita por CEOs e outros executivos, líderes de 128 empresas das áreas de comunicações, entretenimento e novas tecnologias. Os patrocinadores deste estudo sintetizaram as entrevistas realizadas em profundidade a estes CEOs e analisaram mais de 100 fontes de informação em todo o mundo para fornecerem uma análise baseada em factos e uma visão abrangente da indústria das comunicações, entretenimento e novas tecnologias. Mais do que resultado de um survey ou relatório de uma conferência, o Business Redefined complementa um relatório inédito de 1999 sobre a indústria de comunicações, que usou uma metodologia e um formato de entrevista aos CEOs similar.
