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- Press Releases 2000
- 20/12/2000 - Cap Gemini Ernst & Young e Vodafone criam joint-venture para oferecer soluções móveis B2B
- 12/12/2000 - Cap Gemini Ernst & Young apresenta nova estrutura
- 24/11/2000 - Empresas Europeias confusas com a introdução do Euro
- 07/11/2000 - Pedro Malheiro e Paulo Costa reforça. quadros da Cap Gemini Ernst & Young
- 10/10/2000 - Cap Gemini Ernst & Young implementa Meta4Mind no Grupo Salvador Caetano
- 14/09/2000 - Resultados Primeiro Semestre de 2000 do Grupo Cap Gemini Ernst & Young
- 18/08/2000 - Faltam só 500 dias para o "Dia Euro"
- 19/07/2000 - Cap Gemini Ernst & Young e Oracle implementam Wap nas Páginas Amarelas
- 31/05/2000 - A Cap Gemini Ernst & Young ganha importante contrato com o ministério da defesa do Reino Unido para redução de custos Procurement
- 24/05/2000 - Fusão com a Ernst & Young aprovada pelos accionistas da Cap Gemini
- 17/05/2000 - A Cap Gemini recebe prémio de "Most helpful Systems Integrator" pelo terceiro ano consecutivo na gala do Billing Systems 2000
- 16/05/2000 - A Cap Gemini e a Natexis Banques Populaires anunciam uma parceria para a oferta de serviços financeiros on-line "ready to use"
- 12/05/2000 - A Cap Gemini adopta globalmente o Oracle* Internet Procurement
- 09/05/2000 - A Cap Gemini Suporta o eBusiness 2000 da Siebel
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Novo estudo realizado pela Cap Gemini Ernst & Young, juntamente com a
Association for the Monetary Union of Europe, alerta para o risco de as empresas
não conseguirem cumprir a data prevista para a introdução do euro. Só 9 por
cento das empresas portuguesas já usa o euro como moeda base.
De acordo com um estudo realizado pela Cap Gemini Ernst & Young e a Association for the Monetary Union of Europe (AMUE), as empresas na Europa continuam a não entender os requisitos necessários para a transição para a UEM (União Económica e Monetária). O estudo permite salientar que subsiste o risco de as empresas não conseguirem cumprir a data prevista - 1 de Janeiro de 2002 - para a mudança da unidade monetária.
O estudo tem como objectivo medir o nível de preparação das grandes organizações na Zona Euro. Durante o período Setembro-Outubro de 2000, especialistas em investigação da Infraforces realizaram entrevistas aprofundadas a 1.000 organizações, de 9 sectores de actividade, que revelaram níveis preocupantes de baixa preparação para o euro.
A 13 meses da implementação da moeda comum, o estudo revela que dos 23 por cento que concluíram os projectos relacionados com o euro, um terço afirmou que precisaram de mais de 12 meses para realizar esta tarefa. De acordo com a análise da Cap Gemini Ernst & Young, indústrias como as seguradoras e o sector público necessitarão de, pelo menos, 12 a 18 meses para procederem a esta mudança, podendo a banca necessitar, ainda, de mais tempo. Um quinto dos inquiridos está ainda nas primeiras fases do processo de mudança, e, o que é preocupante, 10 por cento de todos os negócios não iniciaram quaisquer mudanças de preparação para o euro nas TI.
O estudo revela que os baixos níveis de preparação podem estar relacionados com falta de informação ou conhecimento sobre as regras da transição para a UEM. De facto, um quarto das empresas europeias pensa que pode manter contas internas e registos contabilísticos nas unidades monetárias correntes após 1 de Janeiro de 2002, enquanto que alguns países anunciaram que serão aplicadas coimas às empresas que não mantiverem contas internas e registos para efeitos de tributação em euros, em 2002.
O estudo salientou igualmente que muitas oportunidades foram perdidas pelas empresas em conjugar as mudanças organizacionais: preparação para a UEM e desenvolvimento da sua estratégia de e-business. Apenas 16 por cento das organizações conjugaram as duas iniciativas.
“O nosso estudo mostra duas tendências preocupantes” afirmou Stan Cozon, Director dos euroTRANSFORMATION Services, Cap Gemini Ernst & Young. “Primeiro, as organizações parecem ignorar o impacto nos negócios e a complexidade da mudança para o euro. Pensamos que precisam de agir mais rapidamente se querem estar preparadas em 31 de Dezembro de 2001 para explorar as novas oportunidades. Segundo, poucas companhias reconheceram que a transformação para o euro e os programas de e-business terão impacto nas mesmas áreas e podem estar a negligenciar os benefícios que advirão da conjugação destes projectos de grande escala, uma vez que ambos exigem uma grande reavaliação dos processos existentes”.
O mesmo responsável acrescentou também que “com o euro e a internet a merecem crescente adesão, está a iniciar-se uma nova era em que existe um verdadeiro mercado da União Europeia online e em que as organizações terão que fazer parte dele para poderem sobreviver. Além da maior eficácia das operações de tesouraria, a adaptação das empresas para o euro desde já significará verdadeiros proveitos no futuro”.
O estudo revelou diferenças significativas, entre os países, no grau de preparação na Zona Euro. Na Áustria, 45 por cento das organizações inquiridas afirmaram que já usam o euro como moeda base, enquanto que apenas 9 por cento das organizações portuguesas afirmaram o mesmo.
Uma análise sectorial mostra que apenas 5 por cento do sector da Administração Pública está a usar o euro como moeda base, comparativamente com os 30 por cento dos sectores da banca e industrial. “Isto é surpreendente”, afirmou Stan Cozon, “uma vez que seria de esperar que os Governos liderassem o processo como exemplo. É particularmente alarmante porque o sector da Administração Pública possui tradicionalmente velhos e complexos sistemas de TI que demorarão significativamente mais tempo na mudança para o euro.”
Contudo, o estudo revela igualmente notícias positivas no que respeita aos negócios e ao euro. “As grandes empresas reconhecem que necessitam de apoiar os seus fornecedores e clientes e, vemo-las assumir responsabilidades em algumas áreas importantes. Vamos igualmente poder ver algumas empresas mais atrasadas a acelerar a execução dos seus planos enquanto grandes organizações finalizam a sua implementação no primeiro trimestre de 2001”, afirmou Bertrand de Maigret, secretário-geral da AMUE.
Em resultado do estudo, a Cap Gemini Ernst & Young e a AMUE dirigiram uma carta aos Ministros das Finanças e aos participantes na reunião ECOFIN que se irá realizar em Bruxelas em 27 de Novembro de 2000, em que identificaram aspectos chave e sugeriram iniciativas que podem ser implementadas para pôr fim à actual confusão.
“As mensagens resultantes desta investigação são claras” explicou Bertrand de Maigret. “As autoridades responsáveis pela mudança para o euro precisam de confirmar a agenda e eliminar a incerteza; pressionar para uma mudança antes da data limite; liderar pelo exemplo, acelerando o processo no sector da Administração Pública; usar as melhores práticas desenvolvidas em países como o Luxemburgo, Bélgica e Áustria por forma a auxiliar outros membros da zona euro; e estimular a utilização do euro entre fornecedores e clientes”.
“Gostaríamos de pedir às autoridades públicas que encorajassem a utilização imediata do euro o que irá despoletar uma adaptação pela comunidade empresarial e sector público no devido tempo. Políticas “de esperar para ver” e fatalismo podem originar mudanças de última hora no final de 2001, que serão caras, contraproducentes e potencialmente nocivas a nível político”, concluiu.
Nota aos editores
- A amostra cobriu 1.000 organizações na Zona Euro: Alemanha; Áustria; Bélgica; Espanha; Finlândia; França; Grécia; Holanda; Irlanda; Itália; Luxemburgo; e Portugal.
- Destas organizações, 15% tinham entre 200 e 499 empregados; 30% tinham 500-999 empregados ; e 55% empregavam mais de 1.000 trabalhadores.
- As organizações pertencem a 9 sectores da indústria: Administração Pública; Banca; Seguradoras; Indústria; Comunicação/Media; Retalho; Telecomunicações; Transporte; e Serviços Públicos.
Acerca da AMUE
A Association for the Monetary Union of
Europe (AMUE) foi fundada em 1987 por industriais europeus que concordaram
sobre os objectivos da estabilidade monetária e uma moeda única para o sucesso
do Mercado Único. Companhias e bancos, todos membros da AMUE, empregam cerca de
8 milhões de pessoas. A AMUE é uma associação privada, sem fins lucrativos
localizada em Paris e activa em todos os países da União Europeia. Para mais
informações consultar: www.amue.org
Sobre
a Infraforces
A Infraforces é uma empresa de pesquisa de mercado que tem
conduzido a execução e coordenação de variados e abrangentes estudos de
business-to-business na Europa. Desde 1985, o seu objectivo tem sido auxiliar
empresas na tomada de conhecimento e antecipação de tendências de mercado e de
expectativas. Para mais informações consultar: www.infraforces.com.
